O grande erro de quem entrevista o cartola mitômano do Corinthians

Faz algumas semanas, Augusto Melo, o cartola mitômano do Corinthians, tem circulado por podcasts, programas de rádio e TV, divulgando, sem contraponto relevante, mentiras orientadas, em parte, por agências bem pagas de ‘fake news’.
O objetivo é o mesmo do período eleitoral: massificar o discurso na mente daqueles que têm dificuldades de raciocínio.
A obrigação de quem entrevista um mentiroso é desmascará-lo.
Esse é o grande erro de quem lhe cede o palco — principalmente jornalistas.
Augusto Melo é previsível.
O jornalista bem preparado, em regra, sabe a resposta da pergunta que faz ao entrevistado.
Salvo em assuntos ainda não apurados ou, de fato, divergentes, a imprensa tem a obrigação de atender ao interesse público, sem se importar com eventual constrangimento do convidado.
No caso de Melo, que mente o tempo todo, a tarefa é ainda mais simples: expor a resposta correta.
Sem a devida atenção do profissional de imprensa, até mesmo questionamentos difíceis — para os quais o mentiroso, por óbvio, também se prepara — servirão apenas como palanque de desinformação.
