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Palavra do Magrão

Da Carta Capital

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=940

 

Sócrates

Proximidade infeliz

Temos pela frente a última chance de o nosso basquete chegar às Olimpíadas. Nas outras oportunidades, demonstramos, muito mais que incompetência, uma tremenda imaturidade, pois o time tinha todas as condições técnicas de já ter conseguido uma vaga. Essa incapacidade, que já dura alguns anos, e o desempenho pífio no Mundial de Atletismo mostram com clareza a real situação do nosso esporte de alto rendimento no cenário mundial. 

Muita gente chegou a clamar em altos brados destacando nossa campanha no Pan-Americano, ignorando que enfrentamos equipes que em nada estavam privilegiando aquela competição. Os melhores atletas dos adversários ficaram de fora para, exatamente, preparar-se para os torneios mais importantes.

Nós nem mesmo sabemos o que buscamos. Há alguns anos, uma boa soma de recursos é colocada nas mãos de nossos administradores esportivos para ações indefinidas. Precisamos mesmo é de movimentos que nos ofereçam a perspectiva dos objetivos a ser alcançados. Não interessa em uma política de Estado o resultado esportivo em si, e sim o grau de mobilização da sociedade. Só a partir daí poderemos entender a maior valorização do esporte competitivo.

Não dá para imaginar, e isso é histórico, boas representações nacionais sem grandes atletas. E de onde virão os atletas? Virão de uma estrutura que permita, estimule e dê a todos acesso à prática desportiva. Dessa multidão sairão os mais bem-dotados, mas isso nem de longe é feito ou mesmo pensado. O que importa é ter os recursos na mão para utilizá-los de acordo com interesses pontuais ou menores.

Sempre que se discute algum tipo de renúncia fiscal para financiar projetos esportivos, os mesmos eternos administradores esportivos tentam se aproximar do governo. É cada vez mais freqüente vermos nosso ministro do Esporte (aliás, como o anterior) cercado por eles. Será que é tão importante essa vizinhança? Não creio. Até porque eles jamais se interessaram pelo esporte em si. Querem, sim, ganhos para sua gente.

No futebol, por exemplo. Diga-me uma única iniciativa da Confederação que tivesse como objetivo a propagação da prática esportiva. Uma única que estimulasse a formação intelectual de nossos jogadores. Nenhuma! Por tudo isso gostaria de lembrar ao ministro que ele deveria ter cuidado com quem anda. Que deveria estar atento à formulação de um projeto que atendesse aos interesses do País, e não de poucos.

 Quando a gente adquire certa projeção, por conquista ou por indicação, atrai para perto toda sorte de interessados. Alguns vêm atrás de uma pequena quantia de dinheiro para a subsistência imediata e outros querem emprego, mas a maioria quer mesmo é te explorar de todas as maneiras possíveis. Raramente se aproximam pessoas do bem, interessadas em te auxiliar em alguma dificuldade. Reconhecer quem é quem no meio da multidão nem sempre é fácil.

Neste caso, porém, está claro com quem ele está se relacionando. Basta buscar nos anais do Congresso Nacional o resultado das CPIs que investigaram nosso esporte. Ele pode argumentar que estes contatos são importantes por culpa dos cargos que estas pessoas ocupam, mas gostaria de saber qual é o objetivo destes encontros. Que eu saiba não se discute algo relacionado com o futuro do nosso esporte. No mais das vezes, o que se oferece ao ministro são comendas de parco valor ou convites para acompanhá-los em jantares ou passeios turísticos. E aplaudir uma eterna reeleição. É muito pouco.

Ó ministro, largue mão dessa gente! Você tem coisas mais importantes para fazer. O trabalho que existe pela frente para um dia sonharmos com algo estabelecido com resultados concretos, social e esportivamente, é longo e difícil. Não dá para ficar perdendo tempo com esses eventos sociais que não levam a lugar nenhum. Que não oferecem nenhum ganho em relação ao que todos esperam. Existem pessoas, grupos e organizações com propostas muito mais interessantes. É só abrir a agenda para quem quer que o País melhore. Não esses aí.

 É só avaliar o tal do legado do Pan-Americano no Rio de Janeiro. O que sobrou para a população carioca do gigantesco investimento que foi feito? Absolutamente nada. Nem mesmo podem utilizar os equipamentos esportivos construídos. Muitos deles abandonados à própria sorte. Será que isso é lógico para um País tão injusto e uma Nação com tão pouco acesso ao conhecimento e à saúde?

 Só não vê quem não quer.

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4 comentários sobre “Palavra do Magrão

  1. euclydes zamperetti fiori

    certo o Socrates, porem, ele é petista de carteirinha e deve cobrar do PT q. esta no governo e so sabe passar a bola para os q. o antecederam.
    quando estava na arbitragem do futebol, conversava com dirigentes de clubes do interior e com alguns politicos q. iam ao campo e lhes dizia q. a base é o pilar de td e o nosso amanha, porem, estes so sabem botar a mão nos trinta por cento das obras publicas q. normalmente é feita pela iniciiativa privada das quais muitos são sócios direta ou indiretamente,
    Acorda, Brasillll.

  2. euclydes zamperetti fiori

    gostaria de ver postada a opinião do magrão quanto a Copa de 2.014, a grana vai rolçar e o roubo vai aumentar,
    acorda, Brasill.

  3. euclydes zamperetti fiori

    a grana vai rolar e o roubo vai aumentar.
    desculpe o erro acima.

  4. Alexandre

    Magrão, do Pan sobrou a denge, a violência e outras mazelas fluminense.

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