Diretor do Corinthians é expulso após se infiltrar em grupo de associadas do clube

Um grupo de WhatsApp formado por 950 associadas do Corinthians descobriu que havia um diretor do clube infiltrado entre elas – provavelmente a serviço de espionagem.
Era o advogado Audrey Rodrigues de Oliveira, membro dos Gaviões da Fiel e diretor-adjunto de esportes radicais.
O número (11) 98812-xxxx era o telefone utilizado.
A indignação foi geral.
Aos 49 anos, graduado pela mediana Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, e presidente da Comissão Eleitoral da OAB (cargo que o levou a conceder entrevistas), Audrey deveria saber que, além de desrespeitoso, seu comportamento poderia ser considerado assédio.
Quantas conversas indevidas – nem sempre relacionadas ao clube, mas comuns em ambientes femininos – não foram ouvidas e, talvez, repassadas adiante por ele?
Há margem para investigação criminal.
Em tese, teriam sido afrontados o art. 10 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014, que trata sobre a inviolabilidade e o sigilo das comunicações privadas, o Art. 147 do Código Penal, sobre violação de correspondência ou comunicação privada, além da Lei Geral de Proteção de Dados, porque Audrey teve acesso, sem autorização, ao whatsapp e outros dados das integrantes do grupo.
Deveria haver, também, representação formal à OAB.
No ambiente interno, a diretoria do Corinthians irá puni-lo ou estaria impedida por, talvez, ter participado da ‘operação’?


