Empresa ligada a Fabinho Soldado lucra nos bastidores do Corinthians

Por indicação do executivo Fabinho Soldado, a carioca ‘Offside’ tornou-se responsável por toda a logística do futebol profissional do Corinthians.
Ela trabalha também para o Flamengo.
É a empresa que cuidou da Chapecoense quando do terrível incidente aéreo que culminou na morte de dezenas de pessoas.
Por conta disto, precisou se explicar em CPI.

Além de valor fixo, a Offside embolsa 10% de toda a operação (passagens aéreas, hospedagem da delegação, etc.)
Talvez por isso, houve estranha alteração nos procedimentos do clube.
Historicamente, jogadores do Corinthians, quando em hotéis, são alocados em quartos duplos, o que impacta em redução de despesas ao alvinegro.
A Offside, que iniciou os trabalhos às pressas (antes que o contrato de trabalho fosse formalizado em Parque São Jorge), passou a colocar os atletas em quartos individuais.
Ganham o hotel e quem recebe comissionamento sobre o serviço.
Perde o Corinthians.
Outra mudança: o clube, quando jogando em São Paulo, tinha um funcionário responsável pela logística, sem a necessidade de terceirizar o procedimento.
Não mais.
A Offside assumiu também este trabalho, ampliando a despesa do Timão, mas também a lucratividade dos favorecidos.
O funcionário, vítima, foi dispensado.

Rodrigo Ernesto de Andrade Rego, dono da Offside, trabalhou com Fabinho Soldado no Flamengo.
Ambos respondem, no Corinthians, ao presidente Augusto Melo, ao diretor informal de futebol Marcos Boccatto e ao diretor jurídico Vinicius Cascone, que não se opuseram, apesar do discurso de contenção de despesas, ao aumento de custos imposto pela parceira.
