Delações da Vai de Bet tornam impeachment de Augusto Melo inevitável

A delação de José André da Rocha Neto, sócio de Gusttavo Lima na administração da Vai de Bet, em depoimento à polícia de São Paulo, coaduna-se com o que já havia externado Alex Cassundé, inserido como intermediador de um contrato da empresa com o Corinthians, apesar de não estar envolvido no negócio.

O empresário negou conhecer Cassundé mesmo diante da foto do ex-funcionário de Augusto Melo colocada diante dele pelos investigadores.

Questionado se houve agenciador no acerto com o Timão, Rocha Neto foi enfático:

“Quem fechou o negócio fui eu, não teve outra pessoa”

“Partiu de mim. Mas, fui atrás de uma pessoa para fazer a intermediação. Eu não tinha o contato do Corinthians”

“Liguei para Toninho, que é lá de Goiânia, amigo meu, que eu sei que tem esse conhecimento no futebol”

“Ele entrou em contato com as pessoas de São Paulo, não sei quem são essas pessoas, e ele marcou a reunião já para o outro dia. A gente fez uma reunião no Hotel Tivoli, cheguei às 13h, já estava lá o Augusto (presidente do clube), o Marcelinho (Marcelo Mariano, diretor administrativo do clube), o Toninho e mais duas pessoas, que não me recordo”

“Têm as câmeras do hotel, só puxar lá”

Toninho, citado pelo CEO da Vai de Bet, é Toninho Duettos, sócio de Gusttavo Lima, que atua também na intermediação de jogadores de futebol.

Para chegar em Augusto Melo, o agente contou com a ajuda de Adriano Spadoto, também atuante no mercado da bola (negociou Junior Dutra com o Timão que, após, tornou-se gestor do Paranavaí, adquirido pelo cantor).

Spadotto e Gusttavo Lima

Em entrevista à Gazeta Esportiva, Toninho também desmascarou as mentiras do presidente do Corinthians:

“Eu conheci o Washington (atual funcionário do Corinthians, comandante do esquema de influencers) através de um funcionário meu da época, o Sandro, que conheceu ele antes de ocorrer a eleição”

“Ele (Washington) disse ‘sou amigo do possível novo presidente do Corinthians”

“Encontramos com Washington no interior de São Paulo, em Mogi das Cruzes ou Mogi Mirim, não lembro, não conheço muito São Paulo. A ideia era tratar sobre shows”

“Quando teve a eleição e o Augusto ganhou, o Washington ligou. Depois, falei da Bet quando o André (Rocha Neto) me ligou. Ele (Rocha Neto) ficou sabendo do patrocinador máster e perguntou, aí liguei para o Washington e, depois, falei com Marcelinho”

Sobre a comissão:

“Era para ser eu, o combinado era pra ser eu, Washington e o Sandro”

“Depois de fechado, o pessoal mudou tudo, disse que não podia ser eu, que tinha que ser uma empresa que atendia eles e aí rodei no negócio”

“Cobrei, mas o Marcelinho disse que depois via alguma coisa. Levei uma bolada nas costas, literalmente. Sandro ligou, xingou o Marcelinho, foi feio”

Sobre Cassundé:

“Não conheço, nunca vi na minha vida. Ele não tinha nada a ver. Quem levou (VaideBet para o Corinthians) fui eu”

“Era pra ter a minha empresa lá (no contrato). Eu ia passar uma parte para o Washington outra para o Sandro, porque eu sou justo com essas coisas”

Não há mais o que esperar em Parque São Jorge.

Todas as pessoas que circularam na transação da Vai de Bet com o Corinthians delataram Augusto Melo, evidenciando seu comando sobre um assalto de R$ 25 milhões ao cofres do clube.

Com a ajuda dos cúmplices Marcelo Mariano (Marcelinho), Washington, Sérgio Moura e quem mais tiver facilitado as investigações documentais do site de apostas e a inserção do ‘laranja’ Cassundé nos documentos.

Urge o impeachment de Augusto Melo, sua expulsão do clube, assim como as de seus comparsas.

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1 Comentário

  1. A antiga diretoria e a atual acabaram com o Corinthians deverá todo mundo ir presso cadeira para eles mos sabemos que nesse país presidente da República e deputado fazem o que querem deste país e nada acontece acha que vão se envolver com presidente de time de futebol e só trouxa mesmo para acreditar país corrupto e justiça muito mais ainda.

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