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O estelionato com as criptomoedas e os clubes de futebol

Ainda novatas no mercado financeiro, as criptomoedas passaram a ser utilizadas pelo crime “organizado” em diversos desvios de finalidade, principalmente pela dificuldade em rastrear seus portadores.

Recebimentos e pagamentos obscuros eram, até outro dia, a grande preocupação.

Não mais.

Desde algum tempo, o estelionato abraçou o negócio e tem se instalado, principalmente, no pantanoso terreno do futebol.

Funciona assim: supostos “grande empresários” lançam no mercado novas moedas e, para cooptar clientes com rapidez, ligam suas “marcas” (de um produto ainda inexistente) às de clubes esportivos sob forma de patrocínio, prometendo mundos e fundo a investidores.

No passo seguinte, o dinheiro arrecadado é embolsado pela quadrilha.

O investidor, após algum tempo (são orientados a esperar por determinado período), ao perceber que a nova moeda não decolou, corre para tentar vender suas supostas economias, mas a falta de compradores e a promessa de recompra descumprida apresenta-se como realidade.

Como ocorre nos mais famosos golpes de “Pirâmide”, somente os primeiros a darem conta da “roubada” conseguem minimizar as perdas (recebem, ao menos, parte do prejuízo de volta), enquanto os demais ficam a ver navios.

Ontem, a Policia Federal, na Operação Egyto, prendeu uma quadrilha, no Rio Grande do Sul, que operava no mesmo sistema e com promessas idênticas aos patrocinadores que hoje figuram em diversas camisas de clubes brasileiros, entre os quais Corinthians, Atlético/MG, Athlético/PR, Avai e Bragantino.

Mandados foram cumpridos também em Santa Catarina e São Paulo.

É pouco provável que boa parte destes dirigentes de clubes não esteja se beneficiando de irregularidades, se elas existirem.

Diretoria do Corinthians insiste no esconderijo da contabilidade alternativa


Agente de jogadores envolvido em esquema de criptomoedas

Marcio Granada

O golpe mais recente de emissão de criptomoedas, iniciado ainda este ano, envolve o agente de jogadores Marcio Granada que tem percorrido o país em busca de investidores para um tal de “Soccer Bank”, que seria ligado ao agora inexistente time do “Las Vegas United”, expulso da 5ª divisão do futebol americano após constatação de diversas irregularidades.

Granada esteve envolvido, também nos EUA, noutra falcatrua, a criação do Corinthians USA, com anuência oficial do Timão de Parque São Jorge, em sociedade com o ex-jogador Palhinha.

Neste “Soccer Bank”, o agente diz ser parceiro do ex-alvinegro Edilson “Capetinha” e do empresário Claudio Reis, dono da AVRO, empresa de táxi-aéreo.

O investimento em mídia iniciou-se no mal-afamado site “Futebol Interior”, que publicou matéria paga exaltando tudo o que não existia, desde a própria moeda, passando pelo clube de portas fechadas, finalizando nos elogios aos nada elogiáveis empreendedores do negócio.

 

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