Acordo do Corinthians por Fagner é ‘batom na cueca’ de esperteza com Carlos Leite

Apesar de prometer não liberar jogadores do clube por empréstimo sem receber quantia em dinheiro, nem pagar percentual algum de salário, Augusto Melo cedeu Fagner, gratuitamente, ao Cruzeiro, pouco após renovar seu contrato de trabalho.

Especulava-se que o Timão racharia pela metade os vencimentos do atleta, o que já serviria para desmascarar o presidente e expor mais uma facilitação ao intermediário Carlos Leite.

O negócio, porém, foi ainda pior.

65% do salário de Fagner será pago pelo Corinthians; o Cruzeiro arcará com apenas 35%.

Sem possibilidade alguma, por conta da idade avançada, de utilização dos mineiros como ‘vitrine’ para negociação posterior – o que poderia, em tese, servir como desculpa para a operação.

Não é o primeiro grande acerto com Carlos Leite, que além de Fagner, levou Cássio, gratuitamente, ao mesmo Cruzeiro.

Neste caso, em situação ainda pior.

O clube abriu mão de receber multa de R$ 150 milhões, mas não de pagar R$ 3 milhões devidos ao goleiro.

É difícil acreditar que para obter tantas vantagens em tão curto espaço de tempo (um ano) o agente Carlos Leite não tenha lançado mão de seus famosos agrados não contabilizados a dirigentes.

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