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Conselheiros do Corinthians são ameaçados após confirmação da votação do impeachment

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Após negociações infrutíferas, Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, cumpriu a obrigação e agendou para a próxima quinta-feira (28) a votação do impeachment de Augusto Melo, presidente da diretoria.

Desde então, marginais saíram da toca em defesa dos privilégios.

Um deles, ligado a Augusto Melo, enviou mensagens aos conselheiros dizendo que a votação será ‘tiro, porrada e bomba’.

Deveria ter recebido voz de prisão.

A empresa de fake-news contratada pelo clube postou, com perfis distintos, em sites de torcedores, mensagens com o mesmo sentido, em que o suposto comentador dizia-se contrário a Augusto Melo, mas que não enxergava razão para o impedimento, tratando a votação como ‘golpe’

Discurso ensaiado para parecer independente, divulgado, também, por influencers.

Os Gaviões da Fiel, comprados pela ‘Vai de Bet’, postaram vídeo com posicionamento contrário ao impeachment, dizendo ainda que pressionarão os conselheiros no dia da votação.

É notório o tipo de ‘pressão’ da organizada.

Augusto Melo também se manifestou tratando o procedimento como ‘golpe’.

Em comum, todos dizem não haver provas de crimes cometidos.

Existem e estão publicadas.

Não só há comprovações de ilegalidades, como também de descumprimentos do estatuto; estes independem de qualquer finalização de inquérito ou processual, sendo suficientes para o impedimento.

Alberto Dualib caiu no Corinthians por muito menos.

Dos que precisam da continuidade da gestão para sobreviver não se esperava comportamento fora da truculência.

Resta saber como se comportarão os demais.

A presidência do Conselho Deliberativo precisa garantir a segurança dos conselheiros, porque, obviamente, a diretoria não se movimentará.

Se é compreensível que os votantes, amparados em votação secreta, deixem de revelar suas escolhas diante do ambiente incivilizado, o mesmo não se aplica aos líderes de grupos que movimentam a politica alvinegra.

É chegada a hora do posicionamento.

O silêncio é covardia e sugere abertura para acordos espúrios, o que não pode ser tolerado em momento decisivo da vida do Corinthians.

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