Corregedoria do TRT-SP aperta diretoria do Corinthians

Ontem (03), por conta do enorme número de causas trabalhistas promovidas em seu desfavor, o Corinthians recebeu a ‘visita’ da Corregedoria do TRT da 2ª Região, objetivando resolver as questões.
O presidente Duílio ‘do Bingo’, além do diretor jurídico Herói Vicente e do conselheiro Domingos Sávio falaram pelo Timão.
A proposta é a de juntar todas as ações e inseri-las num programa de pagamento que retiraria do clube, compulsoriamente, percentual de seu faturamento, destinando-o a uma conta em que os credores, mediante critério de fila, seriam contemplados.
Difícil é colocar a ideia em prática.
O acordo formatado, recentemente, pelo mesmo TRT com a Portuguesa – que tem dívidas menores do que o Corinthians, foi de retirar 30% do faturamento bruto da agremiação, que corresponderia, em números líquidos, a quase 50% do dinheiro mensal.
Na realidade do Timão, em aplicado o ‘desconto’, somado a outras penhoras, além da necessidade de pagar estádio e demais despesas cotidianas, não sobrariam recursos, ainda que o percentual fosse menor, para administrar o clube.
Outro fator importante: os credores não são obrigados a aderir ao ‘pacote’, ou seja, paralelamente ao parcelamento outras ações seguiriam sendo cobradas, ocasionando grandes dificuldades ao caixa do Timão.
Voltando novamente ao caso da Portuguesa, os atletas e demais funcionários assistidos pela Dra. Gislaine Nunes, em exemplo, recusaram-se a ingressar no programa de pagamento.
Ao receber os membros do TRT-SP sem condições óbvias de dar seguimento a qualquer acordo nos termos propostos, a diretoria do Corinthians, efetivamente, parece querer ganhar tempo embarcando numa espécie de novo ‘Refis’, que, igualmente ao anteriores, tem grandes possibilidades de, em inadimplente, tornar-se problema futuro dos gestores que estão por vir.
Seria bem mais produtivo outro tipo de solução: reduzir pela metade o pagamento de comissionamentos a agentes de jogadores utilizando os 50% restantes para quitar as dívidas do Timão.
Basta observar o balanço do clube para verificar que as pendências trabalhistas seriam quitadas em menor tempo, e com menos traumas financeiros, do que a retirada compulsória de um faturamento que, há anos, sequer consegue atender as necessidades alvinegras.
