Cartola impedido de atuar pela CVM e ‘expulso’ do São Paulo negocia a compra da Portuguesa

Alex Bourgeois

A Portuguesa apresentou a alguns conselheiros nova proposta de compra da SAF do clube, desta vez com a participação de três empresas: Tauá Partners, que cuidaria do futebol, Revee Real, do estádio do Canindé, dos shows e eventos, e a XP, que entraria como garantidora financeira.

Trata-se de nova roubada.

A Lusa nem bem se livrou, por ação do Conselho Deliberativo, de cair nas garras de um sócio de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e já está ameaçada pela esperteza de cartolas tão complicados quanto.

Um dos donos da Tauá Parners é Alex Bourgeois, de triste passado no São Paulo, integrante que foi da gestão Carlos Miguel Aidar, presidente afastado do clube sob acusação de corrupção.

‘Expulso’ do Tricolor, Bourgeois infelicitou o Santos, através da controversa TEISA (envolvida no rolo da negociação de Neymar ao Barcelona), e o Figueirense, de onde também saiu pelas portas do fundo.

Em Santa Catarina, as promessas, não cumpridas, eram semelhantes às apresentadas à Portuguesa.

Detalhes no link a seguir:

Luis Paulo Rosenberg faz parte do “bando” que se apoderou do Figueirense –

Há pouco mais de dois meses, o Blog do Paulinho revelou que Bougeous, punido pela CVM, estava proibido de atuar no mercado financeiro.

Confira:

CVM proíbe ex-CEO do São Paulo de administrar investimentos –

Bougeois, espertamente, assinou a carta de intenções formalizada com a Portuguesa, apesar de ser proprietário da Tauá, apenas na condição de testemunha, fato assemelhado ao recente contrato firmado entre Corinthians e Vai de Bet.

Abaixo, a real condição dele na empresa, incluindo a relação de clubes que prejudicou:

A Reeve Real, que é apresentada como futura gestora do Canindé, é uma das empresa do grupo REAG, que controla o controverso  ‘Arena Fundo FII’, responsável pelas finanças do estádio de Itaquera.

O principal sócio é João Carlos Mansur, conselheiro do Palmeiras.

Sobre os termos da oferta, destacamos:

  • A Portuguesa receberia R$ 12 milhões somente se conseguisse retomar a Recuperação Judicial, impedisse novos leilões do Canindé, constituísse a SAF e até 45 dias e cedesse, de imediato, o controle do futebol profissional e de base para a Tauá, de Alex Bourgeois

Trata-se de uma inviabilidade.

Os principais credores da Lusa são assistidos pela Dra. Gislaine Nunes que somente aceitaria receber os valores à vista, sem adesão à Recuperação Judicial, nem retirada dos apontamentos existentes nas matrículas do imóveis da agremiação – o que impediria a operação.


Íntegra da carta de intenções assinada entre a Portuguesa e os postulantes a compradores da SAF:

Proposta da SAF da Portuguesa

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