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Parabéns Palmeiras ! E muito obrigado

sãomarcos

Nascido Palestra Itália, tornou-se Palmeiras durante a 2ª Guerra Mundial, e, ano a ano, década a década, encantou fãs e adversários, num estilo “acadêmico” de jogar futebol, um jeito único de torcer, cantar, vibrar e mesclar o sangue quente italiano com a picardia do jogador brasileiro.

Há 100 anos o Verdão emociona, faz sorrir, sofrer, mas, como todo grande amor é inesquecível em todos os detalhes.

Sim, porque o clube não é amado apenas pelos que tem a honra de vestir sua camisa, mas também pelos adversários, principalmente Corinthians, Santos e São Paulo, que devem parte de sua grandeza aos memoráveis clássicos disputados por toda uma vida.

Não fosse pelo Palmeiras e sua inesquecível constelação, uma Acadêmia em todos os sentidos da palavra, e o Rei do Futebol teria ganho todos os campeonatos disputados em São Paulo.

Sim, Pelé temia, e, vez por outra, perdia para o Verdão.

Assim como os corinthianos, que passavam o ano inteiro esperando pelo embate, o único que valia mais do que vencer um campeonato, e que tantas vezes modificou a história de craques, para o bem e para o mal,

Rivellino e São Marcos que o digam.

Filmes foram feitos sobre a rivalidade, que se tornou lenda, e até os dias de hoje provoca emoções incontroláveis.

Com o Tricolor a disputa é viceral, tem resquícios de política, e, quase sempre é marcada por duelos vibrantes e inesquecíveis, eliminações doloridas, conquistas heroicas e sofridas.

Impossível esquecer os esquadrões que encantaram o Planeta, seja os vencedores da Taça Rio de 1951, a Sinfonia dos anos 60 e 70, a Seleção que marcou os anos 90, o campeão da América, de 1999…

Corinthiano, este jornalista, ainda menino, não dormia no dia anterior ao classico.

Não queria perder.

Não podia perder.

O primeiro, no estádio, foi marcado pelos mágicos cinco a um de 1982, com três gols do ainda novato Casagrande.

Depois vieram as inesquecíveis semifinais de 1983, em que o Palmeiras, mesmo na terrível fase dos anos 80, mas ainda assim enorme, jogou melhor as duas partidas, mas foi batido pela genialidade do Dr. Sócrates.

Que sofrimento !

Vários embates depois, me pego comemorando a vitória na primeira partida do Paulista de 1993, para depois chorar como nunca, ao ver meu Corinthians sucumbir perante um rival extraordinário, que, dali por diante, dominou com propriedade o restante da década.

Novos sofrimentos vieram em campeonatos paulistas e brasileiros, todos perdidos para o maior dos rivais.

Em 1999, torci como nunca para a Libertadores não chegar ao Parque Antártica.

Em vão.

Mas entendi, ao ver a belíssima comemoração de amigos de infância, e o hino cantado a plenos pulmões pelos torcedores palestrinos, que a Justiça havia sido feita com um clube, que, por sua magnífica história, merecia a conquista.

Ainda em 1999, Edilson, com as embaixadinhas, me fez sorrir novamente.

Assim como a vitória do Manchester, sofrida para os palmeirenses, alegre para os rivais, mas absolutamente injusta com São Marcos, o goleiro que virou santo após humilhar a arrogância de um Marcelinho Carioca, ídolo do maior rival.

Daí por diante, o clube sofreu – e ainda sofre – consequencias de gestões incapazes de reconhecer a grandeza de sua história, razão pela qual luta para escapar do terceiro rebaixamento.

Tomara, não aconteça, e que os 100 anos que estão por vir devolvam ao torcedor palmeirense as sensações de muitas alegrias proporcionadas por esquadrões inesquecíveis.

Parabéns Palmeiras, por cem anos de tantas glórias e honradez !

E muito obrigado, por tudo, pelas emoções, alegrias e tristezas, deste corinthiano que ama ser seu maior rival.

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