Vai de Bet não precisa comprovar corrupção para ser indenizada pelo Corinthians

O Blog do Paulinho tratou sobre o assunto, mas, diante da desinformação, estimulada pelo silêncio da diretoria do Corinthians, explicaremos novamente.
Questiona-se, entre os que não tiveram acesso ao contrato, se a Vai de Bet teria direito, como anunciado no distrato, a acionar a cláusula anti-corrupção contra o clube, apesar do inquérito que investiga a relação entre as partes estar em fase inicial.
A dúvida é pertinente.
Os que se socorreram da presidência do Conselho Deliberativo para esclarecimentos receberam explicações equivocadas.
Resta saber se por motivações políticas ou pela inabilidade de Romeu Tuma Junior na análise do texto jurídico.
Vamos aos fatos.
No Item VII ( Práticas Anticorrupção) do contrato entre Corinthians e Vai de Bet, cláusula 12.3, o texto é claro:
“As partes, por si e por seus conselheiros, diretores, empregados, agentes, representantes, ou quaisquer outros terceiros com quem mantenha relações comerciais para satisfação do objeto deste contrato, obrigam-se à reportar à outra parte, qualquer ocorrência, INVESTIGAÇÃO e/ou alegação de ocorrência, envolvendo suas operações ou funcionários e terceiros da empresa, relacionada aos atos vedados acima”
O Corinthians não informou ao ‘parceiro’, oficialmente, sobre a existência de investigações na Polícia de São Paulo e no GAECO.
Configurou-se descumprimento da cláusula 12.3, do Item VII.
Não há obrigação, nesses termos, da comprovação da prática, efetiva, de corrupção.
O caso pode parar na Justiça – se é que os cartolas alvinegros, acuados, terão coragem de reclamar, mas, tudo indica, a Vai de Bet terá direito a receber aproximados R$ 30 milhões em indenização.

Ou seja: A indolência do Augustinho deu mais um prejuízo ao clube
… “O Corinthians não informou ao ‘parceiro’, oficialmente, sobre a existência de investigações na Polícia de São Paulo e no GAECO” …
Vi no último Mesa Redonda da Gazeta entrevista com o delegado do caso em que – entendi – que o Corinthians AINDA não era parte da investigação, sendo por ele tratado como “vítima em potencial”; a investigação estava então no ponto em que havia evidências de que a empresa beneficiária do repasse da Social Media era fantasma, com o uso de documentos com o nome de uma senhora residente no litoral paulista (e que haveria também OUTRA empresa em seu nome).
Portanto, não vejo como o Corinthians poderia comunicar à patrocinadora algo sobre o qual oficialmente não está envolvida.
Pouca vergonha desde o dualib que esses sem vergonha fazem do Corinthians uma nação passar por caloteiro corrupto e outros adjetivos piores
Guardem isso por referência o Corinthians não é corrupto nem caloteiro São esses vagabundos que dirigem o maior clube do Brasil para se beneficiar metendo a mão no club