
Quando um sujeito, para se explicar, modifica a mesma história cinco vezes, com cada uma das versões conflitando com a outra, é quase certo que todas são mentirosas.
É o caso de Daniel Alves no julgamento de estupro que caminha para o derradeiro dia, com a tomada de seu depoimento.
Enquanto isso, a vítima mantém a mesma história, desde o início.
Amigos de Daniel Alves, provavelmente mantidos por ele, corroboraram a tese, agora, de que a suposta embriaguez teria originado o ‘excesso’.
Como se beber e estuprar fosse aceitável.
Pior foi a ex-mulher, que por acordo se apresenta ainda como esposa, se prestar aos desejos da defesa de Alves, apesar de humilhada, publicamente, no episódio.
O desprezo pela própria honra e a ausência de empatia com a vítima são deploráveis.
Tomara a Justiça espanhola não se deixe levar pelo teatro.
Em caso de condenação, a pena tem que ser exemplar, apesar das atenuantes previstas pelo pagamento, já efetuado, de valores ao judiciário e a possibilidade de redução, justamente, se comprovada a embriaguez.