Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

“A lei! Ora, a lei”

Getúlio Vargas: foi um militar, advogado, primeiro ditador do país, e mais tarde presidente eleito pelo voto popular. Permaneceu no poder entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, ano em que se suicidou.

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Conforme previsto, não obstante o desrespeito ao estatuto social 

Na tarde da sexta-feira 08/12/2023 associados reincorporados nas três e irregulares assembleias que lhes concederam o direito de votar e serem votados se fizeram presentes depositando o voto na chapa única denominada RECUPERAÇAO, SERIEDADE, EXPERIENCIA, liderada por Jose de Assis Aragão, tendo na vice presidência Ulisses Tavares da Silva Filho e Fabricio Porfirio de Moura na antiga tesouraria, atual e pomposa denominação Diretor Financeiro, que o exerceu nos quatro anos do mandato da atual gestão; fato que me deixa intrigado no tangente a possível acordo para o juri171consulto representar a entidade no STJD da FPF.

Lembrete

No meu entender este absurdo feriu o ART. 6º Seção IV que: no item readmissão afirma:

Letra “e” – Para ser readmitido, nova proposta necessitara ser preenchida e, se aprovada, o readmitido precisará saldar a taxa de admissão estipulada no § 4º do ART 5º e, obrigatoriamente deverá quitar 50% dos débitos anteriores.

Letra “f” – O associado excluído por qualquer motivo, se readmitido, estará inelegível por 2 (dois) mandatos consecutivos

Letra “g” – É vedado a diretoria anistiar débitos

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37ª e Penúltima Rodada da Série A do Brasileirão 2023 – Sábado 02/12

Corinthians 1 x 2 Internacional

Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)

VAR

Daniel Victor Costa Silva (MG)

Item Técnico

Acerto por ter acompanhado o assistente 01:  Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (FIFA-RJ) que apontou posição de impedimento do colorado Enner Valencia no instante que mandou a redonda pro fundo da rede; confirmado pelo VAR.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para alvinegros e 02 para colorados

Vermelho: Direto e correto para Lucas Verissimo da Silva defensor corintiano no instante que desferiu cabeçada no oponente Gabriel Ivan

Atletico-MG 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Savio Pereira Sampaio (FIFA-DF)

VAR

Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)

Item Técnico

Mesmo estando próximo, com domínio visual do acontecido, no 40º minuto da segunda etapa com placar apontando Atlético 1 x 0, como sempre comprovou que:

Quando

Exigido, o frouxíssimo boto-branco Savio Pereira Sampaio se omite, desta feita: deixou passar batido a penalidade máxima cometida pelo atleticano Mariano no oponente Luciano, assinalando-a apenas após a intervenção do VAR, gerando paralização de cinco minutos.

Penalidade

Cobrada por Luciano, empatando o jogo 1 x 1.

No

49º minuto da prorrogação Paulinho atacante atleticano fechou o placar mandando a redonda pro fundo da rede: 2×1.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para atleticanos e 01 para são-paulino

Domingo 03/12 – Palmeiras 1 x 0 Fluminense

Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)

VAR

Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (FIFA-RN)

Item Técnico

01 – Acertou por ter ouvido o VAR e marcar o toque de mão na bola do palmeirense Endrick que proporcionou cruzamento para consorte Breno Lopes manda-la pro fundo da meta.

02- Corroborou com acerto do assistente 01: Kleber Lucio Gil (SC) que sinalizou a saída da bola pela linha de fundo quando do cruzamento efetuado pelo palmeirense Marcos Rocha para a área oponente, aproveitado por Breno Lopes tocar pro fundo da rede.

03 – Por volta do 7º minuto da segunda etapa Justen defensor do Fluminense cometeu falta maltosa no calcanhar do oponente Piquerez

Em

Em cima do fato, com amplo domínio visual, de pronto o assoprador Braulio da Silva Machado sinalizou a falta, errando e feio por ter passado para o VAR a decisão disciplinar que exponho logo abaixo.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para Alviverde e 02 para Tricolores das Laranjeiras

No

episódio faltoso relatado acima, no ato, o assoprador advertiu Justen com cartão Amarelo

Chamado  

Pelo VAR,, se achegou ao monitor, viu, reviu e, voltando pro campo, retirou o amarelo, oferecendo corretamente o Vermelho direto para Justen.

Observação

Tanto quanto outros consortes prestigiados pelo politiqueiro Wilson Luiz Seneme, não foi a primeira vez que Braulio da Silva Machado assoprador da Federação Catarinense passou a carga pro VAR.

Quarta Feira 06/12 – 38ª e finalíssima Rodada da Séria A do Brasileirão 2023

Santos 1 x 2 Fortaleza

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

VAR

Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (FIFA-RN)

Item Técnico

Leandro Pedro Vuaden foi muto bem, contando com o bom desempenho dos assistentes.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para Alvinegros e 03 Tricolores do Pici

A

Derrota da equipe santista consumou a queda para disputar a Série B do Brasileirão 2024.

Destaco

O empate Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras: confirmou a equipe Alviverde Campeã da Série A do Brasileirão 2023

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Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI” desta semana

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representa.

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Política

A herança bolsonarista na segurança pública

A gestão que chegou ao poder prometendo ‘resolver’ a questão com uma retórica obsessiva de lei e ordem contribuiu para um agravamento sem precedentes da situação do crime e da violência no País

A segurança pública voltou a ocupar posição de destaque entre as maiores preocupações dos brasileiros. A despeito da redução dos homicídios no País desde 2018, a situação permanece muito grave. São evidentes os sinais de enfraquecimento do Estado de Direito em nossa sociedade, com o concomitante fortalecimento do crime organizado. Crescentes formas de domínio territorial por facções e milícias tornaram-se lugares comuns. A situação da Amazônia suscita preocupação especial, constatando-se a conexão entre redes criminosas mais amplas, que envolvem desde tráfico de drogas, trabalho análogo à escravidão, exploração sexual e invasão de terras indígenas até crimes ambientais como exploração ilegal de madeira e minérios, tráfico ilegal de animais e pesca predatória.

Este é o contexto herdado pelo governo Lula, que tem sido instado a retomar o protagonismo na coordenação de uma estratégia nacional de redução da violência e do crime. Não é casual o destaque alcançado pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, que, a despeito das controvérsias, se notabilizou pela capacidade de tomada de decisões em situações críticas. Gerenciou as inúmeras crises da segurança pública que eclodiram no decorrer do ano com firmeza e autoridade. Adotou medidas polêmicas, como a utilização das Forças Armadas no Rio de Janeiro via Garantia da Lei e da Ordem (GLO), e anunciou ações genéricas para o enfrentamento do crime organizado.

Tais limitações não desqualificam este primeiro ano do governo Lula na questão da segurança pública, a despeito da percepção em contrário de parte expressiva dos brasileiros. Na verdade, o ano de 2023 caracteriza-se por inúmeros episódios de violência que resultam do legado descivilizatório do governo Bolsonaro nesta área. As crises atuais da segurança pública não podem ser compreendidas sem destacar o peso desse legado. Ao assumir o cargo, em 2019, Jair Bolsonaro tinha condições institucionais bastante favoráveis para a implementação de avanços na política nacional de segurança pública. O traço central do seu governo, contudo, foi a incapacidade de formulação e implementação de planos de ações de curto e, muito menos, de médio e longo prazos de controle da criminalidade, seja por déficit cognitivo e organizacional, seja por pura falta de vontade política.

Evidenciou-se nítido retrocesso na atuação da União no âmbito da segurança pública, uma vez que todos os governos que o antecederam apresentaram algum tipo de atuação mais consistente nessa área. O enfrentamento do crime organizado foi sumariamente ignorado durante o governo Bolsonaro. Houve, por exemplo, notória fragilização das agências federais de controle e fiscalização na Amazônia, favorecendo o fortalecimento das redes criminosas na região.

A flexibilização do Estatuto do Desarmamento, iniciativa central da gestão Bolsonaro na segurança pública, contrariou todas as evidências científicas disponíveis e gerou efeitos perversos cumulativos, desde a sua implementação. As facilidades geradas para a aquisição de armas e munições pelos Colecionadores, Atiradores desportivos e Caçadores (CACs) produziram o efeito previsível e indesejável de favorecer a construção de arsenais privados por organizações criminosas as mais diversas.

Não bastasse isso, no governo Bolsonaro a letalidade policial atingiu os maiores patamares da história recente do País. Entre 2019 e 2022, a média anual foi de 6.300 mortes decorrentes de intervenções policiais em todo o País. No governo Temer, essa média ficou no patamar de 5.200 mortes; e no segundo governo Dilma, a média foi de 2.900 mortes. Ademais, o discurso da mais alta autoridade da República legitimou, inúmeras vezes, o uso da violência como conduta válida e desejável para enfrentar a criminalidade, favorecendo, nos planos simbólico e cultural, o agravamento do fenômeno.

Não deixa de ser irônico concluir que a gestão bolsonarista, que chegou ao poder prometendo “resolver” a complexa questão da segurança com uma retórica obsessiva de lei e ordem, tenha contribuído tanto, de formas direta e indireta, para um agravamento sem precedentes da situação do crime e da violência no País. A máxima que resume seu governo na segurança pública é mais armas e nada mais.

É sobre esta terra arrasada que os setores democráticos e progressistas, muitos dos quais integrantes do atual governo, devem concentrar imediatamente seus esforços. A construção e a implementação de um plano nacional de redução da criminalidade violenta devem estar no centro da agenda de prioridades do País. Combinar o imediato e o estratégico, de forma eficiente e com presença da sociedade civil, coordenar, articular e fomentar as ações de governos estaduais e municipais e das polícias e convocar à participação o Poder Judiciário, o Ministério Público e o Poder Legislativo, em todos os níveis. É o mínimo que se espera para que a barbárie bolsonarista seja superada.

Luis Flávio Sapori e José Luiz Ratton: Cientistas Sociais, são respectivamente, professor da PUC-MG e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Tema publicado no Estadão do dia 09/12/2023

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Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

É o que desejo a todos os leitores e telespectadores desta Coluna que há 17 anos é o comentário de arbitragem mais lido do Brasil

Em 2024 estaremos de volta!

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Finalizando

Quando você arranca a língua de um homem, você não está provando que ele é um mentiroso – você está dizendo ao mundo que tem medo do que ele possa dizer”

George R. R. Martin: é um roteirista e escritor de ficção científica, terror e fantasia norte-americano

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*Chega da “desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público; idem: funcionários públicos de todas as escalas e nos bastidores do futebol brasileiro” 

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Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-09/12/2023

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