(Des)União dos Vitalícios e o falso Messias do Corinthians

O grupo ‘União dos Vitalícios’ reuniu-se, ontem (20), com Augusto Melo, a quem decidiram apoiar como candidato à presidência do Corinthians.
A disposição da mesa da ‘Santa Ceia’ revelava os padrinhos da adesão.
Ao centro, o falso Messias; ao lado, o ex-delegado Romeu Tuma Junior e seu parceiro, desde os tempos de faculdade, Fran Papaiordanou, ex-dirigentes de futebol do alvinegro.
Haveria um Judas?
Entre os ‘apóstolos’, desconstrangidos, estava o desembargador Miguel Marques e Silva e o ex-candidato a presidente Osmar Stabile.
O objetivo da reunião, levando-se em consideração que o apoio já estava consolidado, era o de defender, em vez de esclarecer – como foi apregoado, as obscuridades que cercam o candidato.
Tudo foi relativizado, desde a atuação de Augusto como agente de jogadores – confessada pelo próprio, em áudio privado – até o tema ‘racismo’.
Revelador, porém, foi o discurso de Tuma Junior:
“(…) isso não é apenas um apoio. O grupo dos vitalícios e 88 terão uma função participativa na gestão, até porque o grupo fará parte da chapa “
Traduzindo: “função participativa na gestão” é igual a ‘trocamos o apoio por cargos’.
Nem todos, porém, embarcaram.
Há alguns dias, o ‘União’ tornou-se (Des)União dos Vitalícios, abandonado que foi por Roque Citadini, Carlos Luque e Nei Nujud.
Todos contrários ao que representa Augusto Melo para a política do clube.
Ontem, aparentemente envergonhados, nem todos com ‘desculpas’ convincentes, evitaram comparecer à reunião: Mirian Athiê, Paulo Garcia e Emerson Piovesan – a quem tentam empurrar como vice de Augusto.

