Quem pagará os mais de R$ 23 milhões de prejuízo do Corinthians?

Andres Sanches e Jaça

No recente dia 24, o Blog do Paulinho revelou manobra de bastidores no Corinthians, em benefício do agente Fernando Garcia, que resultou em mais de R$ 3 milhões de prejuízo aos caixas alvinegros.

Os detalhes podem ser conferidos no link a seguir:

Em 23 dias, Corinthians perdeu mais de R$ 3 milhões em manobra que beneficiou Fernando Garcia – Blog do Paulinho

No meio da aparente falcatrua, suspeitamos:

“Nesse meio tempo, o Corinthians realizou dois empréstimos do atacante André Luiz para equipes coreanas, mas os caixas de Parque São Jorge nunca viram a cor do dinheiro”

“As alegações oficiais foram de calote”

“Não há, porém, reclamação judicial para cobrança das quantias, que girariam em torno de R$ 5 milhões”

Erramos.

O Corinthians deixou de embolsar, por aparente conluio de agentes interligados com a incompetência da diretoria jurídica, quantia próxima dos R$ 18 milhões, que, somados aos mais de R$ 3 milhões perdidos em apenas 21 dias (comentados na matéria anterior – com link acima), totalizariam, a grosso modo, R$ 21 milhões.

Quem pagará?

Pior: a empresa que intermediou a operação desfeita (que explicaremos abaixo), cobrará o percentual de comissionamento, avaliado em quase R$ 2 milhões, ampliando o problema para R$ 23 milhões.

Trata-se da Twobeone, atuante no mercado asiático, parceira do chinês Law, dono do Ibrachina, que tem parceria informal com o contraventor Jaça, ‘proprietário’ das categorias de base do Corinthians.

O silêncio de Fernando Garcia, agente de André Luiz, sugere que a pizza também lhe foi servida.

Quais foram os ‘erros’ que resultaram na perda de dinheiro?

No dia 12 de junho de 2020, o Corinthians ‘vendeu’ o atacante para a equipe coreana Daejeon Hana Citizen por R$ 11 milhões, dos quais embolsaria, efetivamente, R$ 5 milhões (50% dos direitos).

41 dias depois, em 23 de julho, os coreanos ‘desistiram’ do negócio.

Estranhamente, o Corinthians rompeu o acordo, sem exigir reparação, mas devendo a comissão.

Na mesma data, em 23 de julho, o Timão revelou proposta do chinês Shanghai Shenhua para aquisição de André Luiz, no valor de R$ 15 milhões (R$ 7,5 milhões para o clube).

O prazo para resposta do alvinegro era de 48 horas.

Em vez de responder diretamente ao Shanghai, o Corinthians, sete dias após, enviou email à Twobeone – ligada a Law, concordando com os termos.

Porém, o período predeterminado para o acordo foi ultrapassado em cinco dias.

Os chineses desistiram, mas os intermediadores querem receber pela assessoria.

O Corinthians, sem base legal alguma, talvez para justificar, internamente, os procedimentos, ingressou na FIFA alegando quebra de contrato dos chineses, e, por óbvio, saiu derrotado.

Novo prejuízo, desta vez na casa dos R$ 3 milhões, ratificado em 23 de fevereiro de 2021.

Não é difícil, nesse emaranhado de espertezas e incompetências, diagnosticar culpados e beneficiados, o que deveria facilitar a ação fiscalizadora de um Conselho Deliberativo que, apesar de ciente do assunto, segue sem se indispor com seus fornecedores de ingressos para jogos, shows e demais alegrias, algumas com direito a open bar.

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