FIFA e os vestibular para agentes de jogadores

A FIFA realizará, nos próximos meses, uma espécie de vestibular, em duas etapas, que terá como avaliados os agentes de jogadores de todos os países filiados.
Segundo a entidade, quem reprovar estará impossibilitado de exercer a profissão.
Nesses termos, será estabelecido comissionamento máximo de 3% sobre os salários de atletas e 10% no caso de transações entre clubes.
No Brasil, escritórios de advocacia atuantes no esporte, aproveitando-se desta nova demanda, estão lucrando com ‘cursinhos’ preparatórios para o provão da FIFA, que terá duas etapas, com a necessidade de 75% de acertos nas questões.
Resta saber se os clubes, efetivamente, respeitarão este novo ordenamento.
Por aqui, a promiscuidade reinante entre intermediários e cartolas, que dependem destes para embolsar valores indevidos, deixa dúvidas sobre a eficácia da implementação.
O agente que mais lucra no país, o iraniano Kia Joorabchian, sequer possui autorização para trabalhar, e, ainda assim, é amparado pelos dirigentes.
Será que o preposto Giuliano Bertolucci realizará as provas ou terá que, por fora, ‘contratar’ a assinatura de quem conseguir a formação?
Eis a questão.
Caberá aos Conselhos Deliberativos checarem se os pagamentos de comissões a intermediários, efetivamente, serão direcionados a quem estiver habilitado e calculados dentro dos percentuais regulamentados.
