Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

“A devassidão nos corredores da CBF, Federações, Clubes e entidades paralelas favorecem os árbitros que nele flutuam”

Pensamento de: Euclydes Zamperetti Fiori

O pontapé inicial das competições futebolística oficiais ano 2023 iniciou no dia 02/01 na primeira rodada da Copa São Paulo de Futebol Junior, outrora prestigiosa Taça São Paulo que revelou os craques: Falcão, Djalminha, Dener, Raí, Junior baiano, Rogério Ceni, Dida, Luizão do Guarani de Campinas, Vagner Love, e muitos outros. Na sequência teremos os campeonatos estaduais e competições administradas pela CBF.

Ressaltando

Do mesmo modo, a competição era e continua sendo mostruário para os árbitros desenvolverem suas aptidões aplicando as leis do jogo com imparcialidade; erros podem ocorrer, desde que não venha a ser pago do apadrinhamento que os faz cego e surdo nos momentos decisivos nos itens técnico/disciplinar.

Cabe

A presidente da CA-FPF e seus subordinados operarem com inteireza e independência no momento de elaborar as escalas seguintes da fase classificatória, destacando os que tiveram melhor desempenho.

Observação

Através TV, estou acompanhando algumas contendas da fase classificatória, ocorreram acertos e erros; meu opinar: ocorrerá nos jogos das fases seguintes.

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Alusivo ao SAFESP

Sem medo de assombrações, aviso que prosseguirei na esperança da renúncia, antecipação da eleição, convocação aos que aspiram liderar grupo de abnegados, ou então: União dos líderes e perdedores na eleição ocorrida no fim do ano 2019, que originou a posse dos atuais dirigentes no dia 08/01/2020

Sintetizando

Inadmissível que se faça o deprimente modificar de dirigentes. O SAFESP deve ser dirigido por habilitados que ambicionam recolocá-lo na casta de principal entidade representativa dos árbitros estaduais, conscientizando-os a associarem-se respeitarem uns aos outros.

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Coluna em Vídeo

A versão em vídeo da coluna retornará na próxima semana

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Politica

A ética mafiosa da ministra do Turismo, Daniela Carneiro

A nova ministra do Turismo, Daniela Carneiro, mostrou aos cidadãos brasileiros —basta ter olhos de ver e isenção político partidária—, ser adepta da ética mafiosa. Num pano rápido, Lula, em nome da ética, não pode mantê-la como ministra e, portanto, agente da sua autoridade presidencial.

Uma história italiana: o mafioso Gaspare Mutolo foi importante colaborador da Justiça. Quando descontava pena no cárcere Ucciardone localizado em Palermo —já considerado um hotel 5 estrelas controlado pela Cosa Nostra siciliana—, Mutolo conheceu Totò Ripina e virou uma espécie de “dama de companhia” e seu conviva nos régios banquetes promovidos pela máfia.

Riina, passados alguns anos da sua saída do Ucciardone e em consequência da interna e sangrenta segunda “Guerra de Máfia”, tornou-se o “capo dei capi” (o chefe dos chefes) da potente e transnacional Cosa Nostra.

Pelo seu lado, Mutolo virou o motorista particular nos mais de 18 anos de fuga de Riina, que nunca tirou o pé da Sicília. Como a Cosa Nostra tinha controle de territórios e o cidadão comum era submetido à “omertà”, a lei do silêncio, Riina tornou-se um longevo fugitivo da Justiça.

Pois bem. Aos magistrados em função de Ministério Público, o colaborador Mutolo revelou a ambígua ética mafiosa.

Trata-se de ambígua por ser fundada no interesse e, lógico, nos fins justificarem os meios. Por exemplo, Mutolo contou preferir qualquer mafioso ficar preso do que permanecer em liberdade sem dinheiro, sem poder.

Voltando à ministra do governo Lula…

Nos poucos dias de comanda da pasta do Turismo, Daniela Carneiro revelou não possuir respeito aos princípios éticos fundamentais. Em outras palavras, não se norteia pela ética social, pelo “beabá” da cidadania. Para ela, também os fins justificam os meios, ainda que imorais e antiéticos.

Atenção. Daniela Carneiro não tem ideia de que “nem tudo que é legal (não proibido pela lei) é ético, é moral”.

Com efeito. Nas suas campanhas eleitorais vitoriosas (ela é atualmente deputada federal licenciada), contou, como “cabo eleitoral” efetivo, com um chefe de milícia da Baixada Fluminense. Ou seja, com o ex-PM Juracy Alves Prudêncio —vulgo Jura. São inúmeras as fotografias de Daniela Carneiro ao lado de Jura.

A esposa do Jura também virou cabo eleitoral de Daniela Carneiro. Um detalhe, Giane Prudência, já eleita vereadora em Nova Iguaçu, sempre contou com o apoio do marido. No Tribunal Regional Eleitoral (TER), registrou-se, para usar como nome de campanha e ter votos validados, como Giane Jura.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, que primeiro informou sobre o vínculo antiético e amoral, o supracitado Jura era líder de milícia em cinco bairros de Nova Iguaçu. Além de chefe de milícia, Jura ostenta uma condenação por homicídio.

Ao tentar justificar o injustificável, a ministra Daniela Carneiro, em nota ministerial, alegou ” que o recebimento de apoio político não significa que compactue com os crimes pelos quais o ex-PM foi condenado”.

Depois dessa nota, devem estar a girar nas sepulturas os filósofos Aristóteles e Spinoza. Ambos, o grego e o holandês, destacaram a figura do “respeito” como um dos princípios éticos fundamentais. A partir da igualdade entre os seres humanos, o respeito ao próximo é fundamental.

Juntar-se a um líder miliciano condenado não é, moral e eticamente, respeitoso aos cidadãos. A ministra, na verdade, desfrutou de um miliciano e da esposa dele, que vive da identidade e da fama do marido (é a Giane Jura), para obter votos.

Repita-se: isso não é ético e nem moral. É coisa do clã Bolsonaro, cujos membros consideraram milicianos heróis.

Membros desse referido clã visitaram o chefe do famoso “Escritório do Crime” quando estava ele encarcerado. Flávio Bolsonaro condecorou milicianos. E o ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme registros jornalísticos, admitiu ter pedido ao filho parlamentar para conseguir condecorações a milicianos.

A lembrar: a nova ministra Daniela Carneiro pertence ao chamado Centrão. Está filiada ao União Brasil, ou melhor, ao mesmo partido do seu esposo Wagner Carneiro, apelidado Waguinho, prefeito de Belfort Roxo (RJ). Foi forte apoiador da candidatura Lula à presidência.

A ministra se elegeu com nome de Daniela do Waguinho.

Para sair do regime prisional fechado e passar ao semiaberto, o chefe de milícia, o tal Jura, teve, consoante exige a Lei de Execuções Penais, de apresentar à Justiça uma proposta de emprego. No regime semiaberto, o preso trabalha durante o dia e volta ao presídio no final da jornada laborativa.

Aí é que o prefeito Waguinho entrou em cena. E Jura arrumou um cargo na prefeitura. Esse mencionado miliciano passou a integrar em 2017, como informou o Estadão, a Secretaria Municipal de Defesa Civil e Ordem Urbana.

O chefe de milícia, pasmem, foi lotado na secretaria em Belfort Roxo. Saltava aos olhos a inadequação ao encargo.

Diante disso tudo, só falta Aristóteles —considerado o pai da ética— soltar do além-túmulo um grito de “Acorda, Lula”.

E tem mais a acontecer para completar esse quadro surreal e antiético, onde a ministra Daniela Carneiro não acha nada de mais ter usado como cabo eleitoral um chefe de milícia e autor de homicídio.

A ministra Daniela do Waguinho terá como seu subordinado Marcelo Freixo, futuro presidente da Embratur.

Freixo sempre teve vida política regida pela ética. Freixo, como deputado estadual, foi o relator responsável pela CPI das Milícias do Rio. E, com ameaças de eliminação física, apontou como sendo líder de milícia o cabo eleitoral de Daniela Carneiro.

Wálter Fanganiello Maierovitch: é um professor, desembargador, jurista brasileiro e colunista do UOL publicado no dia 05/01/2023

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Finalizando

“O estado nada mais é que um “grande bando de ladrões”, uma máfia. Só que muito maior, mais opressiva e mais perigosa”

Santo Agostinho

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-07/01/2023

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