O Ouro de Neymar !

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Em atuação corajosa, ofensiva, o Brasil, após empatar em um a um no tempo normal, zero a zero na prorrogação, venceu a Alemanha na cobrança de penalidades, por cinco a quatro, garantindo a inédita conquista da medalha de Ouro Olímpica.

Devem ser exaltados o jogador Neymar, que, após merecidas críticas no início do torneio, mudou a postura e carregou a equipe para o título, e também o treinador Rogério Micale, grande articulador tático de um time que ousou jogar para o ataque, com DNA do futebol brasileiro.

Os alemães iniciaram a partida com o domínio das ações, tocando a bola com calma, aproveitando-se do nervosismo inicial brasileiro.

Logo aos 10 minutos colocaram uma bola no travessão.

Depois deste lance o Brasil adiantou a equipe e passou a transacionar melhor as jogadas de ataque, sem porém levar grandes perigos ao adversário.

Mas, aos 26 minutos, Neymar bateu falta que ele mesmo sofreu, como se colocasse com as mãos, marcando um golaço, para depois comemorar repetindo o raio de Usain Bolt, que estava no Maracanã torcendo pelo Brasil, mal acompanhado ao lado do pai do jogador e do foragido do FBI, Duílio do Bingo, ex-diretor do Corinthians.

Atrás no marcador, a Alemanha voltou a trocar passes ofensivos, e quando o goleiro brasileiro não defendia, novamente o travessão salvou a seleção.

O Brasil voltou para a segunda etapa retraído, com excesso de zelo, enquanto os alemães, sem mudar o sistema de jogo, buscavam atacar.

Aos 13 minutos, complementando cruzamento da direita, Meyer empatou.

Daí por diante o jogo se abriu, com os brasileiros, no desespero, partindo com tudo para o ataque, criando até boas chances de gol, enquanto a Alemanha, calculista, jogava pelo contragolpe.

Os últimos dez minutos foram da Seleção Brasileira sufocando, enquanto o adversário, contido, esperava a prorrogação.

Com o um a um no final, iniciou-se o tempo extra.

O treinador brasileiro, corajoso como de hábito, colocou a equipe para pressionar os alemães, mas, apesar do volume de jogo, somente em jogada cara a cara de Felipe Anderson, que perdeu o segundo de seus “gols feitos” na partida, pouco perigo levou à meta adversária.

A Alemanha, na primeira etapa, ainda tentou surpreender, mas com o passar do tempo nitidamente deixou o tempo passar à espera das penalidades, que vieram após a confirmação do zero a zero.

Nos pênaltis, quando o placar assinalava quatro a quatro com todas as batidas perfeitas, Weverton defendeu a cobrança derradeira da Alemanha e Neymar, com enorme categoria, converteu o gol do Ouro, para, em sequencia, desabar em copioso choro de desabafo.

Tomara esta campanha oriente a maneira de jogar do Brasil, daqui por diante, com ofensividade, coragem, sem esquecer, porém, o nível dos adversários enfrentados, e que falta ainda uma longa caminhada para a retomada de nosso prestígio.

E que Neymar saia do torneio mais maduro, consciente da importância que possui, comportando-se fora das quatro linhas com a mesma inteligência com que jogou os últimos Jogos das Olimpíadas.

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