Medo da ignorância permite a ridicularização das eleições brasileiras

Ontem, novamente, as eleições brasileiras foram ridicularizadas ao permitir-se um debate presidencial com a participação de um ‘padre” fajuto convocado para tabelar com o Presidente, que, para vergonha, mas não surpresa, geral da nação, aceitou a ‘parceria’.
Se dentro do jogo dessa dupla tudo era permitido, lamenta-se a covardia dos demais candidatos, incapazes de dizerem verdades a quem interpretava papel de pilantra.
O receio era o de confrontar possíveis efeitos da ignorância popular.
Erro, porém.
Sem ‘igreja’ real para sustentar as mentiras (todas o rechaçam), o sujeito sequer teria como se defender.
A não ser por palavras de Bolsonaro, possivelmente, ‘denunciando’ prática de preconceito religioso.
O efeito seria nenhum.
Até mesmo Malafaias e Macedos, além dos fiéis que acompanham essa gente, acostumados com o ambiente de mentira e da enganação, sentiriam-se incomodados e pulariam fora do assunto
Há limites, inclusive, para quem sobrevive do esgoto.
Nossos presidenciáveis, e também os jornalistas presentes – incapazes de desmascararem o golpista -, não perceberam isso e serviram de coadjuvantes para o circo de horrores protagonizado no epílogo deste desgoverno.

