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Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Quem é mau-caráter, sempre vai achar uma desculpa para tornar legítimas suas ações”

O Gato e o Galo: Pensador

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O princípio e estilo de muitos

Desde minha entrada na Escola de Árbitro da FPF – turma 1971/1972 – conclui que a origem do problema está na dependência das escalas, na procura de ser apadrinhado por politico, membros da Magistratura, componente do MP, estrelinhas da PM, Delegado da PC, no “conheço fulano e serei escalado”, no nojento beijar das imundas mãos dos dirigentes da CBF, FPF e Clubes e por ai vai. Viva o querido comunicador Abelardo Barbosa popular Chacrinha e sua frase: Neste mundo nada se cria tudo se copia.

Concluo

No ontem não ocorreu e no hoje não há autocritica para se colocar no devido lugar, muito menos o espirito de coletividade; como baseamento:

O

Deplorável declínio do SAFESP perpetrado pelo juris171consulto, vice e diretores que recriminaram o antecessor Arthur Alves Junior, afirmando que o mesmo cometera várias irregularidades e até o momento, nada de comprovação,

Sem

Que nenhum árbitro federado, especificamente os FIFA tomem alguma iniciativa para reverter à situação e recolocar o SAFESP na condição de principal entidade representativa dos árbitros estaduais.

Humilhação

Passou o presidente da ANAF por não ter tido apoio na “cobiça” de exigir que os árbitros declarassem greve e paralisar as disputas dos eventos administrados pela CBF, famosa: Casa Bandida do Futebol.

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16ª Rodada da Série A do Brasileirão 2022

Sábado 09/07

Red Bull Bragantino 4 x 0 Avaí

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)

VAR

Adriano Milczvski (PR)

Item Técnico

Trabalho normal do principal do árbitro e assistentes

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para bragantino e 03defensores da equipe da cidade de Florianópolis

Domingo 10/07

Corinthians 1 x 0 Flamengo

Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)

VAR

Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Item Técnico

Árbitro e assistentes desenvolveram trabalho aceitável

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para corintianos, incluso técnico Vitor Manuel de Oliveira Lopes Pereira e 04 para flamenguistas.

Vermelho: Vitor Manuel de Oliveira Lopes Pereira por ter dado sequencia as ofensas que lhe proporcionou o cartão amarelo

Oitavas de Final da Copa do Brasil 2022

Terça Feira 12/07

Atlético-PR 2 x 1 Bahia

A equipe atleticana disputara as quartas de Final

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)

VAR

Rodrigo Nunes de Sa (FIFA-RJ)

Item Técnico

Trabalho admissível dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para equipe mandante, incluso técnico Luiz Felipe Scolari e 02 para visitantes.

Quarta Ferira 13/07

Santos 1 x 0 Corinthians

Corinthians classificado para Quartas de Final por saldo de gols

Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)

VAR

Vinicius Furlan (SP)

Item Técnico

1º – De pronto!  Acertou por ter marcado a claríssima penalidade máxima cometida pelo goleiro corintiano Cassio no oponente Marcos Leonardo.

Provando

Que árbitros VAR brasileiros não mereceram ir para Copa do Mundo entre seleções que será realizada no Catar;

Considerei

Inoportuna a solicitação para que o árbitro fosse ao monitor para rever o lance;

Educadamente

Ele o fez; viu, reviu, voltou e ratificou a decisão que houvera tomado.

Penalidade

Batida por Marcos Leonardo pro fundo da rede, decretando a vitória santista.

2º – Em uma das avançadas santista a redonda bateu no árbitro e jogo reiniciado com bola chão para os praianos

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para santistas e 03 para corintianos

Observação

Dentre os corintianos amarelados, sem nenhuma novidade, encontra-se o zagueiro Raul Gustavo a quem debito culpa indireta do lançamento dos sinalizadores na direção do goleiro Cassio praticada por torcedores santistas,

Vez que

Com jogo andamento, fora do lance de bola, sem nenhum motivo, ele empurrou um dos oponentes praticando falta inadmissível para quem quer ser profissional da bola, este ato resultou num pega entre contendores e lançamento de sinalizadores na direção do goleiro Cassio; ânimos acalmados: falta batida jogo seguiu e, no apito final:

Torcedor

Invadiu campo para agredir o goleiro corintiano, que estando de costas não percebeu o ato covarde; bem ligado, rapidamente, o santista Marcos Leonardo conseguiu empurrar o covarde torcedor e amenizou a agressão

Quinta Feira 14/07

Palmeiras 2 x 1 São Paulo no tempo normal

Esclareço

Conforme regulamento ocorreu duas disputas, na primeira venceu o São Paulo, nesta o Palmeiras, resultados que proporcionou a disputa de penalidades máximas para decidir classificação para Quartas de Final, com a equipe são-paulina vencendo por 4×3 conquistando o direito de seguir na competição.

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

VAR

Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Item Técnico

Apesar de não ter assistido a refrega meu avaliar foi construído depois de ver o teipe dos melhores momentos destaco:

1º – Gol palmeirense marcado por Piquerez foi legal

2º – Idem quanto ao segundo tento marcado por Raphael Veiga

3º – Compactuo com o segue o jogo determinado por Vuaden, reclamado pênalti por palmeirenses quando da disputa Dudu com defensor são-paulino, acontecida na entrada da linha lateral da área grande, lado direito do ataque.

4º – Inerente à penalidade máxima aplicada ao são-paulino Calleri por ter a bola chutada por Dudu batida no seu braço esquerdo quando do movimento corporal normal, que no ato Vuaden corretamente nada marcou, apontado escanteio, antes da batida do escanteio,

Como sempre

O bedelho do VAR solicitou que árbitro fosse ao monitor, assim o fez, voltou e bisonhamente mudou de opinião, assinalando a marca da cal;

Como

Castigo! Raphael Veiga bateu bola pra cima do travessão

5º- Sou convicto que Vuaden errou feio por ter marcado a inexistente penalidade máxima favorável ao São Paulo quando da disputa Calleri com oponente Gustavo Gomes; um provocou outro.

Penalidade

Cobrada por Luciano, transformada no gol são-paulino.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para alviverdes, incluso: Vitor Ilídio Castanheiras Penas treinador de goleiro e 05 para tricolores.


Coluna em Vídeo

Esta semana, por conta de compromisso assumido pelo Paulinho em nome do blog, a versão em vídeo da coluna, comentada por mim, mas editada por ele, não poderá ser gravada.

Semana que vem tudo voltará ao normal.

Desde já peço desculpas pelo inconveniente.


Política

Bolsonaro e o caráter de Hitler

 

POR PATRÍCIA MELO*

Li recentemente “Stalingrado”, de Vassili Grossman sobre a batalha de Stalingrado na Segunda Guerra mundial.

Impossível não pensar em Bolsonaro ao se deparar com a análise brilhante que Grossman faz do caráter de Hitler no capítulo trinta , ainda que Bolsonaro seja – e não por falta de desejo- uma redução do protótipo hitleriano.

Parafaseando Grossman, é possível dizer que Bolsonaro chegou ao poder não porque os brasileiros “merecessem” Bolsonaro. Ou porque desejassem Bolsonaro. Guardadas as devidas diferenças, assim como a Alemanha pós Tratado de Versalhes “necessitava de um Hitler”, o Brasil, depois do golpe que tirou Dilma do poder, precisava de um Bolsonaro.

Grossman afirma que o caráter de Hitler, sua raiva vingativa, sua desconfiança exagerada ou sua perfídia cruel não explicam os crimes que ele cometeu. Mas ajudam a compreender o “mecanismo da ação desta causa que lhe ofereceu o papel de líder do Estado fascista alemão.” As bases para a analogia são consideráveis.

Da mesma forma que a Academia de Belas Artes de Viena não aceitou Hitler, o mundo militar que Bolsonaro idolatra, foi incapaz de tolerá-lo. Expulsou-o na primeira oportunidade.

Deputado sem nenhuma relevância por quase 30 anos. 30 anos de fracasso político. Estes dois fatos biográficos descortinam outros fracassos: homem sem formação, sem profissão, sem grandeza interior, incapaz de vencer na vida pelo trabalho. E coisa “impressionante”, diz Grossman em relação ao Hitler, é que este mesmo azar “tornou-se a base do seu êxito”. Como não pensar em Bolsonaro?

O azar, diz Grossman faz com que as pessoas se tornem místicas ou desleixadas, loucas ou invejosas, hipócritas ou subservientes, histéricas ou sombrias. Bolsonaro seguiu o caminho de Hitler: perfídia e banditismo.

Nos vinte e oito anos de legislatura, manteve seu caráter de azarento. E ao chegar ao poder, como Hitler, Bolsonaro “jamais se livrou do seu sentimento de inferioridade.” Sua presunção, sua retórica machista, preconceituosa, misógina, racista e violenta são apenas “uma manifestação da sua insegurança”.

E da mesma forma que o caráter de Hitler “exprimia e refletia as particularidades do Estado germânico derrotado na Primeira Grande Guerra” – guardadas as devidas proporções – a perfídia de Bolsonaro exprime e reflete as particularidades do Estado golpista que se livrou de Dilma da forma mais obscena que se tem notícia. Trata-se de um bando de políticos, como Bolsonaro, azarento. Um bando que nunca esteve ali para exercer um mandato decente, a partir dos anseios da sociedade, mas para fazer tramoias.

A ideia do golpe era possibilitar o projeto negociata. Projeto do aconchavo. Projeto vale tudo. Projeto antiamazônico. O projeto do homem vil. E Bolsonaro, para esta escória, foi “aquela rodinha maldosa que ligou todas as partes do mecanismo”.

Bolsonaro adota o discurso da luta contra corrupção, do político honesto, da família, da pátria, de Deus, da mesma forma que Hitler foi atrás do super-homem de Nietzsche e dos mitos fundadores da filosofia teutônica. Bolsonaro ataca as minorias da mesma forma que Hitler, já no seu livro “Mein Kampf” afirma que “a igualdade é necessária aos fracos”. Como Hitler, Bolsonaro embaralhou os “conceitos de violência e força”. Como Hitler, Bolsonaro quer fazer acreditar que é força “o feroz desespero da impotência”. “É assim a filosofia de um perdedor desesperado, incapaz de conseguir na vida uma vitória através do trabalho”.

Esta filosofia de “impotência interior”, esse amoralismo do homem perdedor, do político da rachadinha, casou perfeitamente com o amoralismo dos políticos golpistas de 2016, doidos “para enveredar pelo caminho de um banditismo político e econômico” – exatamente da mesma forma que, no caso de Hitler, ela “cruzou-se com a filosofia da impotência industrial e estatal da Alemanha pós-guerra (…), tão típica da escória de um Estado que começou uma guerra em prol do domínio mundial e que acabou” com o Tratado de Versalhes enfiado na goela.

Como Hitler, Bolsonaro “apelou aos mais baixos instintos humanos porque ele próprio estava sob o poder deles, nasceu deles e os gerava todos os dias. Mas sabia da força da moral e da bondade, sabia-o bem porque era alheio a elas.” Como Hitler, Bolsonaro, vendeu sua histeria como sinceridade, seu discurso de ódio como patriotismo, sua mentira como verdade. A violência deificada de Hitler não é diferente da violência do Bolsonaro que faz arminha com a mão, e que exibe nas redes fotos de sapatos horrorosos enfeitados com munição de armas. É só uma questão de intensidade. De oportunidade. A mesma violência que desmoronou a Alemanha está na base de todas as lutas de Bolsonaro contra a verdade, contra as minorias, contra a liberdade, e que nos ameaça com o “abismo da impotência”. O projeto de Bolsonaro é o projeto de todo psicopata: destruição. Bolsonaro quer – e tem conseguido – acabar com o Brasil.

Bolsonaro é o pior presidente que o Brasil já teve, o mais ameaçador e destrutivo.

“Esses fascínoras”, diz Grossman, “…é necessário exprobá-los com uma repugnância ardente, reduzir a cinzas (…) a memória deles, desmascarar até o fim sua essência viperina”.

“As autênticas personalidades históricas são e serão somente as pessoas que trazem liberdade, que veem na liberdade a força do homem, do povo e do Estado, que lutam pela igualdade social, racial e laboral de todas as pessoas, de todos de todos os povos, e de todas as tribos do mundo”.

A história é um grande mestre.

*Patrícia Melo Neschling é escritora, roteirista, dramaturga e artista plástica brasileira, aclamada como uma das principais vozes contemporâneas da literatura no Brasil.

Nota

Matéria extraída do Blog do Juca Kfouri publicado no UOL dia 11/07/2022 as 08h45

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Finalizando

“As grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que numa mentirinha”

Adolf Hitler: Nascido na Áustria, foi um político alemão que serviu como líder do Partido Nazista

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-16/07/2022

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