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Blog do Paulinho

Presidenciável do Corinthians contrata gestor punido pela CVM para ‘ajudar’ a salvar a Kalunga

Tarek Mohamed Noshy Nasr Mohamed Farahat

Ontem (06), o Blog do Paulinho revelou, com documentos, as razões que levaram o conselheiro alvinegro Paulo Garcia, dono da Kalunga e irmão do agente de jogadores Fernando Garcia, a abdicar, na virada de 2020, à disputa da presidência do Corinthians.

O objetivo era salvar a empresa, que, afundada em dívidas (R$ 750 milhões – números de 2020), batalha para abrir capital na Bolsa de Valores.

Detalhes das manobras, que incluem renúncia da presidência da Kalunga e inserção de aliado alvinegro na condição de auditor independente podem ser conferidos no link a seguir:

Presidenciável do Corinthians renunciou à presidência da Kalunga em manobra para viabilizar IPO

Mas as condutas suspeitas incluíram, também, a contratação de uma espécie de ‘gestor independente’ – para obedecer regras da CVM – com má-fama no mercado.

Trata-se do egípcio Tarek Mohamed Noshy Nasr Mohamed Farahat.

‘Gestor independente’ profissional (atuou, nessa condição, em diversas empresas), Tarek se viu encrencado quando apanhado em desvio de conduta na JBS, em conivência aos desmandos dos irmãos Batista.

Em síntese, no ano de 2018, a Comissão de Valores Mobiliários instaurou processo sancionador contra os gestores do frigorífico, que foram acusados de:

“(…) não terem empregado o cuidado e a diligência necessários no monitoramento da política de hedge (proteção cambial)” aprovada por eles em dezembro de 2014, “mesmo após as mudanças de estratégia de hedge verificadas na companhia em abril de 2016 e em maio de 2017, quando ainda eram membros do conselho”

A popular ‘vistas grossas’.

Tarek ocupou cargo de Presidente do Conselho de Administração da JBS.

Para encerrar o caso, as partes concordaram em assinar Termo de Compromisso, além de pagamento de multa do valor de R$ 150 mil – cada.

Não fosse esse acordo e o ‘gestor’ estaria impedido, formalmente, de assumir seu cargo na Kalunga.

Formalidade que, por óbvio, não isenta Paulo Garcia de estar informado sobre o caso e, ainda assim, trazer para a empresa esse tipo de problema.

A não ser que a intenção, como parece ser o caso, seja a de reedição do comportamento de ‘vistas grossas’.

Ter Emerson Piovesan, notório parceiro de Corinthians, na condição de ‘auditor independente’ amplia, ainda mais, essa percepção.

Segundo fonte da Kalunga, o egípcio foi apresentado a Paulo Garcia pelo amigo Ronaldo ‘Fenômeno’, que conviveu com Tarek quando este exerceu cargo na WPP (iniciou em 2016) no mesmo período em que a empresa inglesa constituiu a falida 9INE, assumida, indevidamente, como se fosse de propriedade do ex-atleta.

À ocasião, o ‘gestor’ também não percebeu os equívocos – para ser comedido – da parceria.

A 9INE fechou as portas um ano depois, deixando extensa lista de credores.

Apesar desse contexto, de administração confusa e com indícios de obscuridades na Kalunga, Paulo Garcia trabalha, nos bastidores, para viabilizar poder absoluto no Corinthians, seja na condição de candidato ou de ‘orientador’/financiador/sócio de possível aliado.

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