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Blog do Paulinho

Pilantras e cretinos

Da FOLHA

Por LUÍS FRANCISCO CARVALHO FILHO

Negacionismo de Bolsonaro estimula falsificação de certificado de vacina

O lendário guitarrista inglês Eric Clapton, 76, sugere que a população de vacinados é vítima de “hipnose em massa” —manipulação inescrupulosa de governantes que a faz regredir a um estado mental inferior.

Impedido de disputar um dos mais importantes torneios de tênis do planeta, Novak Djokovic, 34, foi deportado pela Austrália por não se vacinar contra a Covid-19. Ainda pesa contra o atleta sérvio a suspeita de fraudar resultado de teste apresentado a autoridades australianas.

O obsceno Olavo de Carvalho, guru do presidente Jair Bolsonaro e de tantos cretinos e pilantras, morreu de Covid, aos 74 anos, nos Estados Unidos. Dizia que a pandemia é “historinha de terror” para acovardar a população.

Damares Alves, ministra da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, criou “disque-denúncia” para quem se sente discriminado pela exigência de passaporte vacinal, ao seu ver, violação terrível de direitos.

Um rabino ultraortodoxo de Israel alerta que a vacina desperta homossexualidade. Replica pensamento exposto por seguidores do ex-presidente Trump que invadiram em janeiro de 2021 o Capitólio, nos Estados Unidos, e por aiatolá iraniano que recomenda que as pessoas mantenham distância dos vacinados.

onda de infecção da variante ômicron e restrições de circulação impostas pelos diversos países fizeram disparar o preço da falsificação de certificado de vacina e de laudo de teste negativo de Covid. Segundo reportagem do jornal Público, um certificado de vacinação falso em Portugal custava cerca de 100 euros: em janeiro, o preço alcançou 525 euros.

Entrevistado em off pela RFI (Rádio França Internacional), jovem revela ter inserido o nome no aplicativo francês “TousAntiCovid” por apenas 30 euros. Admite não ter escrúpulos, faz teste antes de visitar os pais e aguarda, dos fraudadores, a inserção da terceira dose em seu passaporte vacinal. A polícia francesa estima em 200 mil o número de certificados falsos em circulação na França.

Especialistas apontam o Telegram e a dark web como ambientes virtuais propícios à pirataria, movida a criptomoedas. O Brasil é citado como parte desse cenário criminoso e aparentemente impune.

O governo negacionista e inescrupuloso de Bolsonaro é estímulo oficial à delinquência. Não fornece testes gratuitos para a população, sustenta o direito de não se vacinar (como garantia libertária e estúpida), resiste ao passaporte vacinal e legitima o discurso da bandidagem.

Há falsificações grosseiras, capazes de enganar quem não está preocupado em ser enganado —o mundo do futebol, por exemplo. Na final da Copa América, disputada em julho, no Rio de Janeiro, laudos de PCR elaborados por torcedores brasileiros e argentinos eram aceitos no Maracanã.

Jeito simples de enganar é com o “empréstimo” do laudo ou do certificado de vacina de um amigo, o que pode ser evitado confrontando-os com o documento de identidade da pessoa interessada, como fazem companhias aéreas em voos internacionais.

As falsificações sofisticadas envolvem invasão de banco de dados oficiais de agências sanitárias. O usuário criminoso tem versão impressa e digital do documento, “confirmado” por código QR.

Como se vê, cretinos e pilantras não respeitam fronteiras territoriais e estão acima de diferenças de idade, sexo e religião.

O número de mortos volta a crescer. Quem não gosta de vacina, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, é doente moral.

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