A omissão da Nike no escândalo sexual da Casa Bandida

Não há muito tempo, a Nike, com absoluta correção, chutou do quadro de patrocinados o atacante Neymar, após vê-lo, novamente, apontado na desonrosa condição de agressor sexual.
É por isso que se estranha a omissão atual.
Faz meses, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi acusado de assédio, com possibilidade até de tentativa de estupro, de, no mínimo, três funcionárias da Casa Bandida.
O assunto está há meses na mídia e se esticará por outros mais, pois segue indefinido dentro da própria entidade.
É sabido que a Nike não se importa em associar a marca à corrupção, conforme comprovam seus longos contratos com a própria CBF, além de Corinthians e outras agremiações, frequentemente, geridas por dirigentes encrencados.
A própria empresa, recentemente, confessou participar de alguns delitos e pagou bem caro, em dinheiro, para safar-se.
Porém, os escândalos sexuais, até então, não eram tolerados.
Deve existir algo bem nebuloso nessa relação da CBF com a Nike que impede, inclusive, manifestações mais fortes de repúdio aos recentes acontecimentos, talvez piores do que as clausulas descobertas na famosa CPI do Futebol – a dos anos 90, que descobriu clausula contratual que obrigava a aprovação prévia da marca de produtos esportivos para convocações de jogadores à equipe nacional.
