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Serviçal indicado para presidir a CBF foi acusado de fraudar registros de jogadores e de homicídio na Bahia

Del Nero, Ednaldo Rodrigues Gomes e José Maria Marin

Então vice-presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues Gomes, que durante quase duas décadas infelicitou a Federação Baiana de Futebol, foi escolhido, por conta da subserviência, para presidir, interinamente, a Casa Bandida.

A princípio, até que se resolva o impasse Caboclo e sejam realizadas novas eleições.

Nesse período de atuação no submundo esportivo, Gomes beijou as mãos de Ricardo Teixeira, mantendo o hábito, posteriormente, com Del Nero – com quem não se dava bem antes da ascensão do cartola ao poder.

É mais um dos cegos, surdos e mudos, incapaz de perceber roubo ou assédio sexual na Confederação.

Talvez porque identifique-se com práticas corriqueiras do local, como as que mantém empossado, seja qual for a composição política, o cartola Reynaldo Buzzoni, Diretor de Registro, Transferência e Licenciamento de Clubes, apesar de dezenas de denúncias de malfeitos ligados a falsificação ou fraude em registros de atletas, algumas objetos de investigações policiais (em curso), outras até citadas em relatório paralelo da CPI do Futebol.

Em 2005, Ednaldo foi alvo de investigação semelhante, tocada pelo MP-BA, que o denunciou, através do promotor Ramires Tyrone Carvalho, por crime de falsidade ideológica, quando, presidindo a Federação, teria alterado dados de uma certidão relativa ao histórico de um jogador.

O atleta em questão jogou, entre os anos de 1995 a 1999, na Liga Valenciana de Futebol, mas teve as informações modificadas para que constasse atuação no Esporte Clube Poções entre os anos de 1993 a 2000.

A intenção era a de ‘premiar’ a equipe beneficiada com os direitos de formação.

As informações somente foram corrigidas em 2006, quando a CBF teria atuado para proteger o cartola, anuindo com a versão de ‘equívoco’.

Em 2008, o dirigente foi indiciado por homicídio doloso e lesões corporais, por conta da queda da arquibancada da Fonte Nova que, no ano anterior, matou sete torcedores.

Segundo relatório da delegada Marilda da Luz, da Polícia Civil da Bahia, o cartola, com outros quatro indiciados, assumiram o risco pelas mortes ao obrigarem jogos no estádio mesmo sabedores, por conta de laudos, das condições precárias estruturais.

Anos depois, pela obediência, o discreto Gomes, participou, na condição de vice-presidente, das principais ‘bocas-livres’ da entidade, entre as quais, em 2016, da eleição do presidente da FIFA, em que a Casa Bandida levou apenas três cartolas, todos bancados pela FIFA, com direito a estadia, viagem e demais benesses, além de US$ 1 mil diários para ‘gastos pessoais’.

Os outros dois foram o Coronel Nunes e Antônio Aquino, da ‘poderosa’ Federação Acreana.

Além do compromisso de ajoelhar-se, periodicamente, para receber ordens, é preciso reconhecer que o currículo de Ednaldo Rodrigues Gomes, conforme históricos recentes, é absolutamente adequado para o cargo indicado, com grande possibilidade de, em sendo mantido candidato no pleito que se avizinha, assim que eleito golpear seus pares e iniciar nova celeuma administrativa na CBF.

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Um comentário sobre “Serviçal indicado para presidir a CBF foi acusado de fraudar registros de jogadores e de homicídio na Bahia

  1. guest

    DEZESSEIS ANOS depois, o que houve com essa denúncia do MP-BA? Se foi inocentado, não há de se levantar isso contra ele ou ao menos que seja mencionada a decretação de sua inocência; se não, critique-se a Justiça por uma suposta leniência. Diga-se o mesmo para o caso de 2008 da Fonte Nova. Alguém poderia dizer no que deram essas acusações?

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