Extrato da delegação Olímpica do Brasil

Muitas vezes o torcedor, leigo de informações mais aprofundadas, acaba por cobrar do atleta olímpico brasileiro resultados que superam, em muito, suas reais possibilidades.
Em verdade, para alguns, chegar ao Jogos Olímpicos é mais difícil do que efetivamente disputá-lo.
Salvo raríssimas exceções, a desvantagem econômica diante de adversários é gritante.
Essa condição, por óbvio, impacta na qualidade de preparação de todo o ciclo pré-olímpico.
O Blog do Paulinho teve acesso, pela generosidade de amigos do grupo ‘Esporte pela Democracia’, a extrato detalhado das condições dos 309 representantes brasileiros em Tóquio.
42% deles não possui sequer um patrocínio.
19% sobrevivem com menos de R$ 2 mil mensais de auxílio.
7%, com menos de R$ 1 mil.
13º tiveram que recorrer a ‘vaquinhas’ para conseguir participar dos Jogos.
10% se sustentam noutras profissões; destes, 15% são motoristas de aplicativos.
Ou seja, o brasileiro que chega às Olimpíadas é absolutamente desassistido pelo Estado e boicotado pelas agências de publicidade, que escolhem seus favoritos nem sempre por razões de mercado.
