A quem serve a diretoria jurídica do Corinthians?

Nas últimas semanas, a descoberta de diversas ilegalidades cometidas pelo ex-presidente Andres Sanches tem movimentado os bastidores de Parque São Jorge.
Desde a reprovação de contas da gestão 2019, até atos administrativos notórios, como o repasse à torcida organizada de símbolo do clube que, por acordo firmado para construção do estádio, pertencem ao Arena Fundo (retorna ao Corinthians na quitação da dívida).
Ou seja, além de descumprir o Estatuto, Sanches ignorou contrato que prevê graves sanções ao Timão.
Causa espécie, diante dos fatos, o silêncio do departamento jurídico do Corinthians.
Fossem os cartolas anteriores, que, publicamente, tratavam Sanches como a reencarnação de Cristo na Terra, nem sempre por razões nobres, seria fácil entender, mas, de um diretor que, um mês antes da posse, era signatário de processo que tratava o cartola na condição de bandido, além de falas em lives e postagens diversas elencando as barbaridades do dirigente, gera estranheza.
Acaba até, inclusive, dando credibilidade à versão de que o objetivo real, sob o pano de ‘ajudar o Corinthians’, seria apenas o de fazer parte do poder.
Para dirimir quaisquer dúvidas, bastaria o departamento, em defesa do alvinegro, levar à Justiça quem, comprovadamente, e reiteradamente, tem prejudicado a agremiação.
Em não fazendo, evidenciará que os advogados do clube trabalham para defender o grupo que está no poder; apenas isso.
