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Iniciada a temporada de comissionamentos no Corinthians

Desde que assumiu a presidência do Corinthians, Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, parceiro do ex-presidente Andres Sanches em todas as espertezas realizadas nos últimos anos no departamento de futebol, trabalhou, inteligentemente, para viabilizar a movimentação que começa a ser observada com a proximidade da abertura internacional da janela de contratações.

Emprestou ou afastou atletas que ele próprio contratou, abrindo espaço para novos negócios, divulgando, paralelamente, balancetes com resultados apontados como superavitários, embora embasados em irrealidades como a suposta redução de folha salarial – que cairá por terra nos próximos meses, e o calote em diversos fornecedores alvinegros.

Em meio a essa preparação de terreno, o clube contratou 11 jogadores – somente para o sub-20 – para satisfazer os desejos do bicheiro que comanda a Base.

Quase dois a cada mês.

No profissional, o primeiro reforço é o meia Giuliano, trazido sob intermediação de agentes ligados a Kia Joorabchian – um dos favoritos da diretoria -, que tem 31 anos e currículo questionável no futebol.

Não ganhará menos de R$ 500 mil mensais, o que joga por terra o discurso de redução de despesas.

Fosse um grande astro internacional, midiático – passível de retorno comercial paralelo, com idade para recuperação do investimento, seria, ainda assim, uma aposta questionável; no atual contexto, trata-se de oportunidade de negócio em favor dos interesses habituais.

Giuliano viveu o auge de seu futebol no ano de 2010 – há 11 anos!, quando estourou no Internacional.

Depois disso, jogou três anos no Dnipro, da Ucrânia, e não deu certo.

Nesse período, por razões de bastidores amplamente conhecidas, foi lembrado pela Seleção Brasileira de Mano Menezes.

Disputou partidas esporádicas em amistosos, o último deles, em 2017, ou seja, há quatro anos.

Não assinalou gols, mas o currículo foi enriquecido.

Voltando aos clubes, em 2014 Giuliano foi contratado pelo Grêmio, ocasião em que coadjuvou para Luan, que a torcida do Corinthians conhece bem.

Do Sul, com ajuda das convocações, partiu para o Zenit, da Russia; depois Fenerbahçe, da Turquia, Al Nassr, da Arábia, retornando, recentemente, ao futebol Turco num contrato de três anos com o İstanbul Başakşehir, rompido após seis meses, de onde está chegando para o Corinthians.

Nesse contexto, vale lembrar que os demais jogadores especulados pela mídia como sondados pelo Timão, entre os quais Paulinho, Renato Augusto e Roger Guedes, são todos oriundos do futebol chinês, representados, quando não por Kia Joorabchian, pelo esperto Carlos Leite, com idades avançadas, em decadência física e técnica, mas detentores de salários que partem, no mínimo, dos R$ 500 mil mensais.

Há quem defenda os negócios, sem olhar os objetivos prioritários dos acordos – que é o de enriquecer intermediários e cartolas co-ligados, sob a ótica de que os reforços seriam melhores do que os atuais atletas do elenco alvinegro.

No auge, de fato, eram.

Hoje em dia, não se sabe.

A verdade é que o procedimento, seja da escolha dos nomes, como da abertura de espaço financeiro para as transações – sob a mentira da redução de despesas, não é correto, ainda que, por obra do acaso, algum deles, ou todos – com sorte, possam render esportivamente.

Mais do que o Corinthians, arrebentado financeiramente e com time de futebol aquém de sua grandeza, os cartolas precisam das contratações para garantir a própria sobrevivência.

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