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Gestor de compliance do Corinthians detonou acordo de ‘naming-rights’ com a Hypera Pharma

Nilo Patussi

No dia 02 de setembro de 2020, um dia após o Corinthians, com pompas, ter anunciado a venda dos ‘naming-rights’ do estádio de Itaquera, e, principalmente, configurado o início de operação de um contrato que, àquela data, sequer havia sido aprovado, tanto em assembleia da Hypera Pharma quanto na do Arena Fundo FII – que são os nomes, dizem, que constariam no documento, os atuais gestores do compliance do clube criticaram a operação.

À época, na condição de colunistas do portal ‘Lei em Campo’.

No contexto de que, sete meses antes, quatro ex-diretores da Hypera estavam denunciados pelo MPF pelos crimes de formação e participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, e que o dono da empresa, atualmente, cumpre prisão domiciliar pela admissão dos referidos crimes, o advogado Nilo Patussi, designado junto com Andrei Kampff para, diretamente, cuidar do compliance alvinegro, declarou:

“Chamamos isso de apetite de risco. Quando é feita a análise dos prós e contras, o gestor tem que estar preparado para os problemas que possam acontecer. Com isso, ao optar por correr esse risco de reputação, o clube já precisa se preparar, se blindar para as consequências da sua escolha. Se houve a devida diligência quanto a situação da empresa patrocinadora, o clube já deveria saber dessas condições negativas e assumiu o risco”

Na mesma postagem, o especialista em gestão Amir Somoggi opinou:

“O Corinthians agora tem um sócio não idôneo. O clube, com todos os problemas de credibilidade que já tem, agora tem negócio com uma empresa denunciada pelo Ministério Público Federal e com presidente destituído do cargo por suspeita de compra de votos no Congresso Nacional”

É fato, além disso tudo, a inexistência de comprovação de pagamento da Hypera Pharma, tanto para o Corinthians, quanto ao Arena Fundo ou a qualquer outro parceiro, dos R$ 15 milhões referentes à anunciada primeira parcela de um total de R$ 300 milhões, assim como ninguém apresentou, ou apenas disse ter observado, qualquer via assinada do contrato.

Nilo Patussi, que apontou, antes de ser contratado pelo Corinthians, a venda dos ‘naming-rights’ como ‘apetite de risco’, e que o clube optou ‘correr esse risco de reputação’, indicando ainda a necessidade do alvinegro ‘se preparar para as consequências de sua escolha’, terá agora a oportunidade de verificar se houve esse cuidado e, principalmente, se as obscuridades citadas trouxeram alguma tipo de prejuízo ao Timão, responsabilizando, diretamente, a quem de direito.


Clique no link a seguir para ter acesso à integra da publicação do portal ‘Lei em Campo’, citada no texto do Blog do Paulinho:

Patrocinadora do Corinthians tem ex-executivos denunciados pela Lava Jato – Lei em Campo

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