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O péssimo negócio de Jair Bolsonaro

Há pouco mais de dois anos, o então parlamentar Jair Bolsonaro seria, segundo relatos, uma espécie de ‘embolsador’ medíocre, escondido sob a própria insignificância.

Antes de se transformar em estrela cômica do CQC, a não ser pelo nicho ‘militar/milicianos’, poucos o notavam.

Bolsonaro não aparecia na listagem das grandes corrupções, atribuídas a parlamentares, provavelmente porque não tinha poder para decidir ou influenciar nada importante.

Apesar disso, nas eleições de 2014, Bolsonaro recebeu R$ 200 mil, indevidamente pagos pela JBS, em sua conta particular.

Tratava-se de um agrado da empresa, aparentemente, para compra de votos em projetos que poderiam, de alguma maneira, favorece-la (detalhes, com farta documentação comprobatória, podem ser conferidos ao final da postagem).

Excetuando-se esse caso, pelo que se observa em recentes investigações, a turma ligada ao afamado Bozo sobreviveria de pequenas traquinagens, ainda assim, a custo de muito sofrimento à população menos favorecida.

Especula-se participações em vantagens ligadas ao fornecimento ilegal de tv a cabo, gás de cozinha e demais atividades milicianas.

Em troca, além de proteção aos marginais, alguns fardados, eram concedidas condecorações oficiais, o que acabava, aos olhos dos desinformados, colando-lhes a imagem de ‘homens de bem’.

Bolsonaro, nesse contexto, seria uma espécie de ‘miliciano’ da Milícia ou ‘capo’.

Porém, a ganância, somada à oportunidade, acabou por jogar uma confortável, e quase oculta, vida submundana pelo ralo.

Num período em que os eleitores brasileiros entraram numa espécie de estupidez coletiva, o despreparo, a maldade e a incultura de Bolsonaro assumiram a Presidência.

Acostumado a circular em pequeno esquema de malfeitos, o ex-parlamentar se viu, literalmente, controlando o tesouro nacional.

Meteu os pés pelas mãos, como era previsível.

Além de associar-se a negócios mais robustos, Bolsonaro transformou seus preconceitos e ódios em política publica.

Matou, por ação e omissão, mais de meio milhão de brasileiros.

Um dos maiores genocídios da história.

Na última semana, o que era suposto por todos, foi testemunhado e, ao que parece, está muito perto de ser comprovado: as mortes, para essa gente, seriam ‘apenas’ efeitos colaterais de um assalto que se aproveitava do desespero mundial em torno de vacinas contra a pandemia de COVID-19.

Cruel, mas lucrativo.

Em pouco mais de dois anos, Bolsonaro teria saído da condição de comissionado por milicianos para a de corrupto a custa de genocídio.

Se tivesse permanecido onde estava envelheceria, provavelmente, rico, mas em liberdade.

Agora, ao que parece, viverá seus últimos dias, após afastado da presidência, seja pelo impeachment – cada vez mais provável – ou pela surra eleitoral, preso pela pratica de crimes diversos, que percorrem desde o peculato e podem chegar a diversos homicídios, com a possibilidade de esquentar o banco dos réus em Haia, local em que seria julgado por genocídio.


Abaixo, reportagem publicada pelo Blog do Paulinho em 12 de agosto de 2020:

Documentos podem indicar caminho de propina da JBS a Jair Bolsonaro

“Todas doações dissimuladas. O que estou falando aqui é que o dinheiro da campanha, nenhum é dinheiro limpo.”

(JOESLEY BATISTA, dono da JBS/SA)


Por intermédio de doação oficial, a JBS realizou mais de 1800 repasses de dinheiro a diversos políticos durante as Eleições 2014.

Jair Messias Bolsonaro foi um dos beneficiados.

Tempos depois, executivos do frigorífico, em delação, revelaram que tratava-se de pagamento de propina.

O recebimento de Bolsonaro é apontado no anexo nº 36 da delação do executivo Ricardo Saud: R$ 200 mil (99% de todo o montante gasto pelo então candidato em toda a campanha ao parlamento).

Após flagrado, Bolsonaro disse que ao perceber que tratava-se de repasse do “fundo partidário” com origem da JBS, devolveu a quantia.

No mesmo dia em que, supostamente, realizou a devolução, como que por encanto, outros R$ 200 mil foram-lhe repassados pelo PP.

A operação está registrada sob recibo eleitoral nº 011200600000RJ000002.

Abaixo a prestação de contas de Bolsonaro indicando dois recebimentos de R$ 200 mil, no mesmo dia, 24/07/2014 (um da JBS, outro do PP)

Na sequência, existe a indicação contábil da devolução de R$ 200 mil, demonstração clara que o valor real dos gastos indicados por Bolsonaro em campanha, em vez dos R$ 405 mil descritos, foram R$ 205 mil, bancados pela ‘generosidade’ da JBS S/A:

O Blog do Paulinho obteve, recentemente, novos documentos sobre os procedimentos.

Entre os quais, o recibo, datado de 23/07/2014 (24 horas antes da formalização no sistema do TSE), com assinatura de Jair Bolsonaro e a indicação de que a tal ‘doação’ do PP tinha origem no repasse da JBS/SA, a mesma que o candidato disse haver “devolvido”:

Abaixo, o cheque de Jair Bolsonaro para o PP, no mesmo valor de R$ 200 mil, com a mesma data do repasse partidário (23/07/2014), em operação, aparentemente simulada, parecida com as de ‘lavagem de dinheiro’:

Estranhamente, no dia 21 de agosto de 2014, quase um mês após o episódio, Bolsonaro assinou outro recibo de doação do PP, discriminada como originária de ‘fundo partidário’, também de R$ 200 mil, sem, porém, discriminá-la na prestação de contas da Justiça Eleitoral.

Detalhe: enquanto na operação, datada de 23 de julho de 2014, com dinheiro da JBS, existe a indicação de depósito em cheque de nº 850027, neste novo recibo o repasse, conforme demonstrado, se deu através de DOC/TED nº 50941, o que inviabiliza qualquer tentativa de trata-lo como erro contábil:

Na sequência, revelamos a prestação de contas de Bolsonaro ao TSE, com a omissão de nova doação de R$ 200 mil, demonstrando receitas e despesas equivalentes, o que sugere, diante da não utilização do recurso em campanha, a possibilidade do atual Presidente da República ter ‘embolsado’, para fins pessoais, o dinheiro da JBS/SA, ainda que a contabilidade do partido tenha realizado malabarismos contábeis para escondê-lo.

O Blog do Paulinho enviou questionamentos ao presidente Jair Bolsonaro, via SECOM, mas, até a publicação da matéria, não obteve resposta.

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