Felipe Melo será julgado pela história

Responsável direto por uma eliminação da Seleção Brasileira em Copa do Mundo, Felipe Melo, no epílogo da carreira, tornou-se símbolo máximo do fracasso palestrino, tri-vice-campeão (Recopa, Paulistinha e SuperCopa), apesar do Palmeiras gastar centenas de milhões na formação do elenco, parte da quantia tomada emprestada da patrocinadora.
Seria avaliado, inevitavelmente, como jogador medíocre pela história do futebol brasileiro.
Mas o cidadão Felipe Melo suplanta qualquer parâmetro negativo que possa ter sido atingido pelo atleta em seu pior momento na carreira.
Se no mundo do futebol o estrago ocasionado é apenas na imagem e nas finanças das equipes que infelicita, além da evidente geração de tristeza nos torcedores, na vida fora dos gramados o volante encoraja a adoração ao Genocida que ceifou, até o presente momento, quase 450 mil vidas de brasileiros.
Não há perdão possível para gestos semelhantes.
Melo evidencia, por comportamentos como o de ontem – fazendo ‘arminha’ em meio ao hino nacional antes da disputa da final do Paulistinha, ser tão do mal quanto os pilantras que circularam de moto no Rio de Janeiro e aglomeraram, sem máscara e distanciamento, no palanque de insanidades.
Apesar de insignificante no contexto, o jogador tem a responsabilidade acentuada por estimular, de maneira irresponsável, o fanatismo de milhões de torcedores que enxergam-no, apesar de tudo, na condição de ídolo.
A história apontará os genocidas, cada qual com a sua responsabilidade, ainda que nem todos sejam julgados pelos tribunais oficiais, desde os que ordenaram a matança até os que beijavam as mãos ensanguentadas dos carrascos.

