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Os 100 de Barbosa e 100ni

Por ROBERTO VIEIRA

27 de março de 1921.

Pós gripe espanhola.

Um menino nasceu no interior de São Paulo.

Negro.

Gentil.

E foi logo agarrando uma bola.

A rezadeira previu.

Fama.

Fortuna.

Tragédia.

Fratura.

Viagem.

Quase miséria.

Quase morte na Santa Cruz.

A mãe do menino ouve.

Aflita e decide botar o menino na escola.

A escola irá mudar o destino do garoto.

Mas a bola é infinita.

O menino estuda mas se torna inexpugnável.

Rio de Janeiro.

A valsa de uma cidade é o Expresso da Vitória.

6×1.

7×1.

O chute.

O silêncio.

Moacir Barbosa é condenado por um crime que não cometeu.

Dez anos.

Vinte anos.

Um amistoso contra os antigos algozes.

A foto com Alcides.

A fogueira das traves.

O adeus silencioso do maior goleiro de nossa história.

Pena que o maior goleiro de nossa história.

Só é imenso até o próximo gol.

A história, diria a velha rezadeira, é Llosa.

Gabo.

Num mesmo 27 de março.

Outro goleiro marcou de falta seu centésimo gol.

Um cenitésimo de segundo antes do centésimo aniversário daquele menino.

Negro.

Barbosa…

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