O ‘choro’ de Belo

O cantor Belo foi preso, novamente, após realizar show para milhares de pessoas que se aglomeravam, sem máscaras, em meio à pandemia de Covid-19.
Nada mais justo.
Belo não pode alegar desconhecimento da responsabilidade, absolutamente direta, de promover a infecção não apenas dos que incitou, mas também dos que, por ventura, tiverem contato com os descerebrados.
Trata-se de crime de vida, não à toa com possibilidade de deixá-lo na cadeia em condenação de 15 anos.
Ontem, a esposa do cantor, Gracyanne Barbosa, declarou que ele ‘não sabe o que fez de errado’ e está ‘chorando muito’ no cárcere.
Somente o choro deve ser verdade.
Acostumado a delinquir, traficante condenado que foi e praticante de golpes notórios, como o famoso calote no jogador Denilson, Belo é daquelas figuras que posam de santo, mas não conseguem esconder a marginalidade.
Enquanto parece ‘chorar’ apenas pelo fato de estar preso, não de remorso, quantas famílias chorarão se houver mortos por COVID-19 entre os seus, oriundos do festival de infecções promovido pelo artista?
Que o caso sirva de exemplo, mas não apenas a ele.
Assim como Belo, muitos outros, entre famosos e anônimos, mantém comportamento semelhante, mas permanecem impunes, alguns pela incompetência dos que deveriam coibir, outros porque pagam pela proteção.
