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Gerson, 80

Gerson :: Gérson de Oliveira Nunes ::

Por ROBERTO VIEIRA

Gerson gostava de macarronada e cigarros.

Albertosi não sabia.

A bola na altitude do México também não.

Bola que Albertosi viu saindo da canhota do papagaio.

Melhor que Riva e Rivera.

Como tantos outros goleiros na história.

Viktor também viu.

Dois passes milimétricos em Guadalajara.

Um passe no peito do Rei.

Outro que Viktor pensou que poderia alcançar.

Eita, efeito!

Gerson gostava dos passarinhos em Niterói.

Acordar tarde.

Chato era campo ruim e sol quente demais.

Juiz incompetente.

‘Pedro Rocha, vá por ali!’

‘Toninho, meu filho!’

‘Terto!!!!!!’

‘Laudo…’

O segundo gol na Itália.

O passe para Pelé para Jair.

Flamengo.

Tri. Bi. São Paulo e Botafogo.

Erguendo a Minicopa no Maracanã infinito.

Sob o sorriso militar.

Campeão no Fluminense finalmente.

Contusão.

Adeus terceira Copa.

Zizinho, Didi e Gerson.

Cérebro, arte e alma na seleção.

O futebol agradece de joelhos em prantos.

A bola triste num canto.

Maltratada pelos contemporâneos.

Que julgam futebol esporte que se joga sem neurônios.

Apenas corre, marca, corre e marca.

Fazer o que?

Agradecer ao videotape do tempo que repete as velhas jogadas.

Gerson… para sempre na rede balança aquele segundo gol.

Obrigado!!!

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