Landim, Wagner Ribeiro e Rogério Ceni

Não houve novidade no episódio que culminou na demissão do treinador catalão Domènec Torrent pelo Flamengo.

Contratação sem planejamento e demissão abrupta após sequência de resultados insatisfatórios.

O pano de fundo foi a pressão de Wagner Ribeiro no presidente Landim, inconformado com o grande acerto do técnico desde algum tempo: a substituição de seu pupilo, Gabigol – um atacante comum que deu errado em todos os times por onde passou e muita sorte no Flamengo – pelo muito melhor e mais talentoso Pedro.

A fama de generosidade do intermediário com os cartolas, unida à receptividade dos executivos que trabalharam com Eike Batista talvez esclareça melhor o que queremos dizer.

Enquanto isso, o candidato a vereador, que afirmou, recentemente, deixar o clube se o catalão fosse demitido, obviamente não o fez.

É muito dinheiro circulando, de lados claros e obscuros, para abrir mão por uma ‘simples’ promessa.

E poderá ser ainda mais se a população carioca cometer a falta de respeito consigo própria e, através do voto, começar a remunerá-lo com dinheiro público para que trabalhe no Flamengo.

Com esse pano de fundo, Rogério Ceni, corajosamente, iniciará novo desafio em sua vida.

Terá em mãos uma equipe de bons jogadores, porém muitos deles achando-se acima do bem e do mal.

Ceni, como atleta, foi maior do que qualquer um do elenco rubronegro, o que pode facilitar em alguns casos, mas criar ciumeira noutros.

Se deixarem-no trabalhar, competente que é, provavelmente terá sucesso.

Duro será tolerar a incompetência e ganância dos cartolas, além dos interesses dos agentes, que, como Ribeiro, são capazes de tudo para manter a ‘mercadoria’ que lhes pertence exposta na prateleira.

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