Contas do São Paulo são bloqueadas para pagamento de comissão a intermediário parceiro de Felipe Ezabella, candidato a vice-presidente do Corinthians

Rollin e Ezabella em reunião da Liga Nacional de Futsal

Por decisão judicial, em ação movida pelo ex-dirigente de futebol do Grêmio, Alexandre Flores Rolim, cliente do advogado Felipe Ezabella, candidato a vice-presidente do Corinthians, as contas do São Paulo Futebol Clube foram bloqueadas para pagamento de 30% de comissão sobre a compra do atleta Léo Pelé.

Em valores atualizados: R$ 1.274.438,37.

Ezabella e Rollin são amigos de longa data.

A parceria iniciou-se na Liga Nacional de Futsal, local em que o cartola alvinegro responsabilizava-se pelo departamento jurídico e o gremista cuidava do marketing.

Em 2019, notificado a realizar o pagamento, o Tricolor, desconfiado de Rolim, respondeu:

“(…) não há em referida Notificação qualquer comprovação de que as empresas ‘Coulery S/A’ (sediada no exterior) e ‘Alexandre Flores Soares Rollim – ME’ estejam legalmente constituídas, e regularmente legitimadas a receber as quantias pleiteadas, possuindo capacidade de cedente e cessionário”

“Além disso, a cessão de crédito trazida ao nosso conhecimento foi celebrada entre suas empresas que possuem o mesmo sócio subscritor. Ou seja, é manifesta a intenção de receber as quantias pleiteadas em domicílio diverso daquele avançado entre SPFC e Coulery S/A, quando ainda não se há comprovação de regular constituição, nem no Uruguai, nem no Brasil”

“Por isso, é nosso entendimento de que referido negócio jurídico, se acatado pelo SPFC, culminará em inúmeros questionamentos internos por parte dos Conselhos, principalmente o Fiscal e o Deliberativo, podendo refletir, inclusive, em órgãos de administração pública e privada, como CBF, APFUT, dentre outros”

“Ademais, na seara contábil, para que o São Paulo possa efetuar qualquer pagamento desta natureza às pessoas jurídicas, faz-se necessária a inequívoca comprovação de uma efetiva prestação de serviços da empresa ao Clube, sendo que, no caso da ‘Alexandre Flores Soares Rollin – ME’ inexiste relação jurídica junto ao SPFC. Portanto, qualquer pagamento em favor desta empresa torna-se injustificável”

No CNPJ indicado no contrato com o São Paulo existe a RKO Apoio Empresarial, também em Porto Alegre, com objeto social ‘Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo’.

Após Agravo de Instrumento, proposto por Ezabella, a Justiça determinou que a dívida, apesar da confusão documental, existe e o Tricolor terá, de fato, que quitar a pendência com o intermediário.

 

  

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