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Fluminense se complica nas justificativas e, talvez, precise de outra ‘Nota Oficial’ para explicar acusações de parceiro comercial

Renato Ambrósio – Live Sorte

O Blog do Paulinho revelou, dias atrás, áudio de Renato Ambrósio, dono da ‘Live Sorte’, dizendo a seu então parceiro comercial, Diego Perez, que para fazer negócio com o Fluminense seria necessário ‘presentear’ “do Presidente até o faxineiro” com 15% a 20% do valor acordado.

As horas seguintes foram difíceis para o clube.

Ontem, o Flu soltou a segunda Nota Oficial tentando explicar a transação.

Complicou-se, aparentemente, ainda mais.

Selecionamos os trechos controversos.

“O patrocínio restou contratado pelo Fluminense Football Club, a poucas horas do Fla-Flu do dia 12/07, diretamente com a Live Sorte, por meio do Sr. Renato Ambrósio, com os rigores estabelecidos em contrato, conforme o fac-símile do contrato no anexo 1 desta nota”

Subtende-se, dessa justificativa, que, antes da final do Carioca, já havia contrato assinado.

Não é o que Renato Ambrósio disse a Diego, durante a partida, conforme áudio (com transcrição) a seguir:

Não tinha nada fechado… tive que chegar aqui, fechar o negócio, pagar”

“Não tem nem contrato, véio… eu acho… porque até agora a advogada não me falou nada”

O Flu, na nota oficial, apresentou trecho do contrato, mas é impossível saber a data exata da assinatura.

A diretoria do clube confirmou, ainda, informação de que o recebimento dos valores se deu em espécie, num domingo, através de carro forte:

“(…) o valor contratado – R$1 milhão de reais – foi excepcionalmente recebido em espécie, na sede do clube, no domingo (12/07), por volta do meio dia, trazido em carro forte e transferido para a conta corrente do clube (Bradesco S/A) no dia seguinte (13/07)”

Porém, Ambrósio, em conversa por whatsapp com Diego, falou em pagamento de R$ 1,55 milhão, o que, diante do contexto das denúncias divulgadas anteriormente, poderia, talvez, indicar a prática de sobre-preço.

Na ‘nota, é apresentando depósito, na conta de agremiação, de exato R$ 1 milhão.

Outra questão importante, apesar da justificativa dos cartolas de que “a ausência de maiores garantias fez com que se resolvesse pelo recebimento do patrocínio em espécie, sem colocar o clube em risco quanto à inadimplência do contratante”, o Fluminense, à parte dos possíveis rolos comerciais, pode ser tratado, pela justiça, se for o caso de eventual apuração positiva de origem ilícita do dinheiro, na condição, no mínimo, de suspeito.

Se os ‘rigorosos’ dirigentes tricolores, ao que parece, suspeitaram das garantias do parceiro comercial, estranhamento não tiveram comportamento semelhante ao verificar uma movimentação financeira, em dinheiro vivo, realizada no final de semana.

Principalmente porque a ‘Live Sorte’, constituída apenas seis meses antes do fechamento do acordo com o Fluminense, radicada no estado do Paraná, o que implicaria ainda mais dificuldades para o transporte de valores, possui capital social de ínfimos R$ 50 mil.

São dúvidas não esclarecidas que, talvez, possam ser elucidadas, definitivamente, na provável ‘terceira nota oficial’ sobre o mesmo assunto.

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