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Vantagem de Hillary

hillary e trump

EDITORIAL DA FOLHA

Com as vitórias em 4 dos 6 Estados que realizaram prévias nesta semana, Hillary Clinton obteve o número necessário de delegados para conquistar a indicação do Partido Democrata, tornando-se a virtual candidata da sigla na eleição presidencial dos Estados Unidos, em novembro.

Num feito de inegável importância para a igualdade de gênero na política americana, pela primeira vez uma mulher concorrerá à Casa Branca por um grande partido.

Não foi fácil. Embora jamais tenha perdido o favoritismo no pleito democrata, a ex-primeira dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado enfrentou uma disputa longa e encarniçada contra o senador Bernie Sanders –um adversário que recebeu apoio maciço da nova geração de eleitores, desiludida com a política tradicional.

Engajar esse público em torno de sua campanha constitui um dos maiores desafios de Hillary a partir de agora, e a tarefa está longe de ser simples. Boa parte dos jovens afirma não confiar na ex-senadora e considera que ela se mostra desconectada de seus interesses.

Daí por que apenas 55% dos simpatizantes de Sanders se declaram dispostos a votar em Hillary, segundo pesquisa recente.

Sem dúvida a ajudará nessa missão o apoio de Barack Obama. Com aprovação de mais de 50% dos americanos —62% entre os jovens—, o primeiro presidente negro da história dos EUA demonstrou entusiasmo ao endossar a candidatura de Hillary.

Não deixa de ser irônico que, nessa disputa, a ex-senadora tenha pela frente alguém como Donald Trump, o mais que provável candidato republicano, que se notabilizou nos últimos meses por declarações de cunho racista e sexista.

Pelo que se viu até o momento, Trump certamente usará os debates televisivos para tentar desestabilizar Hillary —ela precisará escapar do jogo baixo do adversário sem, contudo, parecer fraca e hesitante.

Os confrontos diretos com o republicano, todavia, representam risco menor do que o fato de a ex-senadora ser alvo de investigação do FBI pelo uso de e-mail pessoal, e não institucional, quando era secretária de Estado. Não se descarta que a atitude, que pode configurar violação de leis federais, ganhe a força de um grande escândalo.

Ainda assim, à frente na maioria das pesquisas de opinião, com uma campanha mais bem estruturada e muito mais experiência que seu oponente, Hillary Clinton entra na eleição com considerável vantagem sobre Donald Trump.

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