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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Os aduladores são como as plantas parasitas que abraçam o tronco e ramos de uma árvore para melhor a aproveitar e consumir”

Marquês de Maricá – foi um político, matemático e filosofo brasileiro

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Aos diretores da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF)

Patronos

Quero crer que estejam defendendo os árbitros da CBF, quanto os federados filiados as entidades estaduais

Principalmente

Nos momentos que são atacados por políticos carentes de ética

Não repita

O servilismo proporcionado por seus antecessores e boa parte dos árbitros, dentre estes: integrantes do quadro de árbitros FIFA

Sou

Ex-árbitro (1971/92) do quadro da FPF-Federação Paulista de Futebol e eterno sonhador

Revoltado

Com dois deputados federais quando na defesa da tese catalogada, citaram como exemplo: juiz de futebol ladrão

E-mails

Dois descontentamento, com pequenas alterações, foram por mim enviados para os torpes parlamentares

Primeiro

No dia 18/05/2019 para o deputado Paulo José Carlos Guedes (PT) Minas Gerais

Segundo

Para o deputado Glauber de Medeiros Braga (PSOL-RJ) no dia 03/07/2019, abaixo reproduzido:

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Bom dia

Não entro no valor sobre suas dúvidas expostas na data de ontem na câmara federal diante da conduta do ministro da justiça Sergio Moro quando no exerci-o da atividade magistrada das apurações da Operação Lava Jato

Repudio

E execro o momento que deste como exemplo o procedimento do juiz de futebol ladrão sem citar nome e fato, vez que:

Deveria

Ter citado nome e fato dos componentes dos poderes executivos e legislativos de todas instancia deste imenso Brasil, brasileiro, da atualidade ou passado, investigado ou condenado por corrupção

Participo

Exerci a atividade através quadro da Federação Paulista de Futebol do ano 1971 a 1992 batalhando que nenhum árbitro se unisse a políticos, dirigentes de futebol, do MP, das diversas Magistraturas, por ai vai

Em tempo

Despreze o e-mail enviado há pouco; fiz alguns alinhos

Euclydes Zamperetti Fiori

RG 4.180.768

CPF 220.848.008.20

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Ressalvo

Aos dirigentes da ANAF não ter obtido resposta dos “puros parlamentares” se o fizerem: farei a tréplica com mais potência

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Copa do Brasil 2019

Quarta Feira 10/07

Grêmio 1 x 1 Bahia

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

VAR

Rodrigo Nunes de Sa (RJ)

Item Técnico

Aceitável

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para defensores do Grêmio e 03 para defensores do Bahia

Palmeiras 1 x 0 Internacional

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

VAR

Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)

Item Técnico

Com poucas oscilações, sem influência no resultado

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para defensores do Palmeiras e 03 para oponentes

Atlético-PR 1 x 1 Flamengo

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

VAR

Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)

Item Técnico

1º – Maltratou feio a Regra 12 por não ter sido aplicada no atleta Diego Alves goleiro flamenguista,

– no momento que estava fora da área, dentro da meia lua, segurando a bola com as duas mãos,

– impedindo que seu oponente Cirino dominasse e chutasse para dentro do alvo

VAR

Na condição de membro da equipe de arbitragem, sou convicto que deveria avisa-lo

Concluo

Árbitro não observou que o goleiro estava fora da linha da área grande, assistente 02 Leirson Peng Martins (RS) não auxiliou, VAR se mancou; somados: detonaram a regra 12

2º – Acertou por ter acatado a sinalização do assistente 02 no instante que apontou a posição de impedimento do atacante atleticano Marcio Azevedo que passou a bola para o consorte Marco Ruben manda-la profundo da rede

3º – Anderson Daronco atendeu a correta participação do assistente 02 ao apontar posição de impedimento do atleticano Marco Ruben no instante que recebeu e mandou à redonda bola profundo da rede

4º – Foi correto por ter marcado falta favorável ao flamengo no lance antecedente a falta penal cometida por Renê defensor flamenguista no oponente Marcelo Cirino

5º – Próximo do término da contenda Anderson Daronco sustentou o assistente 01 Rafael da Silva Alves (RS) por ter sinalizado impedimento no lance que antecedeu o chute do atleticano Marcelo Cirino findado no fundo da rede da equipe opositora

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para atleticano e 01 para flamenguista

Quinta Feira 11/07

Cruzeiro 3 x 0 Atlético-MG

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)

VAR

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)

Item Técnico

Trabalho normal dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Sem problemas, sem cartão

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Política

Perigos de uma campanha precoce

Ela leva para as profundezas o nível do debate. Sabemos como é a politica no Brasil…

A reforma da Previdência e o acordo comercial com a União Europeia são dois temas que podem animar a economia. Mas não se pode superestimá-los. Um trabalho de reconstrução demanda um trabalho diuturno.

O clima de campanha política não é o melhor para desenvolver essas tarefas. Bolsonaro falou duas vezes em concorrer de novo em 2022. Espera entregar um País melhor em 2026, mas parece ignorar que passará pelo grande julgamento no final do primeiro mandato.

O vazamento entrou na campanha. Moro decidiu por uma saída política, contando com a ambiguidade: os diálogos podem ou não ser verdadeiros. Bolsonaro abraçou a Lava Jato com o mesmo entusiasmo com que levantou a taça da Copa América.

Duas estratégias podem ser desenhadas. A de Bolsonaro, manter o apoio, independentemente do que digam a Justiça e a opinião pública no fim do processo. Sabe que uma independe da outra e que a fidelidade popular à Lava Jato se tem mantido a ponto de ainda ser a melhor escolha eleitoral. Já a estratégia da esquerda, que recusou uma autocrítica, conta com o desgaste da Lava Jato para consagrar a sua tese de que a operação foi uma grande manobra para derrotá-la.

Mas o Brasil não se resume a esses dois grandes blocos. No caso específico da Lava Jato, nem todos os que a apoiam compartilham as teses ultrapassadas de Bolsonaro. Assim como nem todos os que questionam Moro necessariamente acreditam na inocência da esquerda.

Ainda haverá uma decisão da Justiça baseada nesses vazamentos. Andará alguns passos. Um deles é verificar a autenticidade do material. O outro, creio, é examinar todas as frases dentro do seu contexto. Isso se for vencida a etapa inicial: reconhecer ou não as provas obtidas ilegalmente.

A Lava Jato é, de longe, a mais importante operação contra o desvio de dinheiro público no Brasil. Pelo número e pela importância dos condenados, pelo dinheiro devolvido, pela repercussão continental na política.

Outro dia viajei com um motorista peruano. Contei que cobri a eleição de Ollanta Humala contra Keiko Fujimori. “Pois é, ambos presos”, comentou.

A operação dispôs-se a realizar seu trabalho sob a legalidade e submeteu seus principais passos ao Supremo. Passou por esse teste. Mas agora se vê diante de um novo desafio. Seus documentos públicos e oficiais não são escrutinados, mas, sim, as conversas pessoais colhidas num aplicativo.

Era uma operação para desmontar uma organização criminosa, conforme definiu o próprio ministro Celso de Mello. Depois de algumas vitórias e alguns embates, não me surpreende que houvesse um vínculo entre juiz e promotores conscientes de que estavam lutando contra algo muito forte.

Diante de uma organização criminosa só seria eficaz um enfoque sistemático. Não se pode ignorar que era composta de indivíduos com seus direitos. Nesse caso, haveria um desvio autoritário. Mas ignorar que existia uma quadrilha e que eram mais do que indivíduos vulneráveis diante do Estado, no meu entender, é uma visão romântica.

Os sucessivos fracassos das operações anteriores à Lava Jato esbarraram em procedimentos legais. Trata-se de operações realizadas no universo político, em que o filtro é mais rigoroso. Colocam o problema básico: como combater uma organização criminosa dentro desse universo, no qual a grande barreira são o rigor e as filigranas jurídicas?

Fora do crime político não há grande inquietação. Os processos contra o PCC, o Comando Vermelho ou a Família do Norte são desconhecidos nos detalhes, no seu curso legal, quanto mais nas trocas de mensagens pessoais dos seus agentes. Pouco sabemos dos juízes forçados a viver com escolta armada.

Como as coisas aconteceram num mundo mais sofisticado, o debate é sobre o Estado de Direito em sua visão mais rigorosa. Num primeiro e cauteloso artigo sobre o material vazado afirmei que, na minha opinião de leigo, o juiz poderia indicar provas, sobretudo quando estivesse diante de uma organização criminosa e sua omissão a favorecesse.

O material da Veja traz uma frase em que Moro lembra ao procurador a necessidade de inclusão de um cheque nas provas. No artigo, escrevi também: o juiz precisa ter serenidade para avaliar a prova, mesmo tendo pedido a sua inclusão. Pode rejeitá-la no contexto da sentença.

No caso mencionado pela Veja, Moro, um especialista em crimes financeiros, teria pedido a prova e depois absolvido o réu. O que era apenas uma hipótese no artigo, escrito muito antes de o caso vir à tona, parecia confirmar-se ali. No entanto, Moro desmentiu o diálogo vazado e afirmou que seria esquizofrênico incluir provas e absolver a pessoa em seguida.

Em síntese, para não repetir o adjetivo de Moro, meu argumento parece estapafúrdio. Ou, então, apenas fora de lugar numa batalha marcada pelo cálculo político que aciona as paixões nas redes.

Não acredito que no final desse episódio as conquistas da Lava Jato sejam anuladas. No entanto, está em jogo também um modelo de combate ao crime organizado.

O núcleo combatido pela Lava Jato teve a assistência de talentosos advogados, que produziram um cipoal de interpelações e recursos. Nunca se viram tantas táticas na Justiça comum. Nenhum outro processo atual foi tão discutido em instâncias superiores.

A Lava Jato sobreviveu e tem sobrevivido no STF e na gratidão pública, apesar dos vazamentos envoltos em suspense e de uma dose de sensacionalismo. Sua vulnerabilidade atual é aparecer como aliada de Bolsonaro. É um instrumento do Estado e deveria ter seus métodos próprios de defesa.

Todos sabemos o que é uma campanha política no Brasil. Uma campanha precoce, então, leva para as profundezas o nível do debate.

Publicado no Estadão do dia 12//07/2019 – Autor: Fernando Gabeira – jornalista, escritor e político brasileiro

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Finalizando

“Falida é a nação cujos políticos não possuem legitimidade moral; cujo judiciário não tem discernimento para julgar; cujo executivo só serve de fachada; e cujos cidadãos são zumbis”

Gilberto Araújo de Alcântara – Pensador

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Chega de Corruptos e corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-13/07/2019

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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