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O exemplo de Magno Dourado

Aos 24 anos, o jovem Magno Dourado, atualmente no Paulista de Jundiaí, luta para sobreviver como atleta de futebol num contrato de curto prazo (apenas quatro jogos), pelo qual recebeu adiantamento de 50% e, talvez, consiga embolsar a metade no final.

Trata-se do público alvo dos bandidos que atuam na compra de resultados esportivos, objetivando fraudar os sites de apostas.

Na última semana, o atleta foi procurado por um desse pilantras que ofereceu-lhe R$ 5 mil (provavelmente mais do que recebe de salários) para entregar o jogo contra o Desportivo Brasil, válido pela Série A-3 do Paulista.

Além disso, o golpista questionou-lhe se poderia aliciar outros seis atletas do clube e, também, se a diretoria do Paulista seria ‘de conversa’.

Após negar-se a se corromper, Magno procurou a polícia e registrou Boletim de Ocorrência, ocasião em que entregou provas robustas do ocorrido (gravação telefônica, perfil de mídia social do bandido, etc).

Contou também aos cartolas do Paulista, que, preventivamente, afastaram-no da partida.

Estranhamente, porém, os cartolas não procuraram a polícia.

Talvez o façam nos próximos dias, espera-se.

Evidentemente, portar-se com honestidade é dever de qualquer cidadão, mas Magno Dourado foi além, com a coragem de denunciar uma marginalidade que, muitas vezes, mantém bom relacionamento com figuras importantes do submundo esportivo.

Independentemente de ser ou não bom jogador – o futuro dirá – o atleta precisa ser protegido para que não sofra represálias dos que, certamente, perderão muito dinheiro por sua feliz atitude e, provavelmente, trabalharão para dificultar sua vida no rotativo circuito de transações do futebol.

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