Novo ‘candidato’ a presidente do Corinthians é um ‘Andres Sanches’ que sabe falar português

O advogado Ricardo Maritan, líder do grupo ‘Resgata Corinthians’, que sequer conseguiu assegurar cadeira do Conselho nas últimas eleições, conquistando apenas 140 votos, lançou-se candidato à presidência do Corinthians.
É mais um que se apresenta na condição de oposicionista.
Seu comportamento no Parque São Jorge, porém, dá margem a diversas interpretações.
Ex-político derrotado em duas eleições a vereador de São Paulo, Maritan, durante anos, foi notório bajulador do atual presidente Andres Sanches, a ponto de figurar como um de seus doadores de campanha ao parlamento, em 2014.
O suposto rompimento se deu por desacordo diversos, entre os quais promessas, descumpridas, de cargos no departamento jurídico ou direcionamento de processos do clube para seu escritório, nas gestões ‘Renovação e Transparência’.
Desde então Maritan vem tentando se encostar em diversos grupos políticos, não importando a diferença, gritante, de discursos.
Nas eleições 2018, sentou-se com Roque Citadini, Paulo Garcia (a quem apoiou), Ezabella e Romeu Tuma Junior.
Relatos dão conta que a todos ofereceu-se como alternativa à vice-presidência.
Em junho de 2019, objetivando, após a derrota eleitoral, reaproximação com Sanches, o esperto Maritan visitou, no hospital, o braço direito dele, André Negão, com direito a registro fotográfico ao lado do presidente alvinegro e de seu aliado Paulo Garcia.

Antes, em abril de 2018, pouco após as eleições, assistiu a um Palmeiras e Corinthians no camarote, localizado na Arena Palestra, de Raul Corrêa da Silva, ex-diretor de finanças alvinegro, apoiador de Mario Gobbi, ambos responsáveis pelo caos financeiro a que diz, agora, se opor.


Em síntese, jurista de pouca expressão, Maritan é um a espécie de ‘Andres Sanches’ que sabe falar português, absolutamente flexível nos princípios e capaz de tudo para se dar bem na política do Corinthians.
Provavelmente para utilizar-se do clube nos objetivos fracassados do passado, sejam os profissionais como também políticos.
As chances de vitória, para a presidência, inexistem, mas a campanha servirá, num universo tão pequeno de eleitores, como barganha de cargos com chapas mais relevantes.
