Assunto “categorias de base” faz ladrões dos clubes espernerarem

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Sempre que publicamos notícias sobre esquemas nas categorias de base dos mais diversos clubes, recebemos, imediatamente, ameaças sem identificação e ataques de boçais que vendem o teclado para incomodados.

A explicação é simples: o futebol amador, além de movimentar muito dinheiro, tem pouca ou nenhuma cobertura da mídia – a não ser na Copa São Paulo, durante 20 dias – servindo de esconderijo perfeito para as mais sujas negociatas.

Num clube de futebol pode-se falar de tudo, mas se tocar na “galinha dos ovos de ouro” dos dirigentes sem salários, beneméritos, que, ao final de seus períodos nos cargos, apresentam enriquecimento de origem não identificada, compra-se uma guerra sem limites, em que intimidações, calúnias e difamações são as armas principais.

Unem-se empresários, dirigentes, pais de garotos, jornalistas pagos para falar bem de atletas medíocres, e quem mais lucrar com as quase sempre inexplicáveis transferências e contratações, para defender o “esquema” que coloca o pão na mesa de todos eles.

Não é a toa que a geração de jogadores brasileiros é tão medíocre.

Nosso futebol está nas mãos de bandidos, desde a base até o departamento profissional, que precisam ser extirpados das agremiações, num recomeço difícil, que envolverá a dura transição para a gestão profissional, a ser tocada por gente que precisa servir ao clube, e não dele se servir.

O torcedor precisa ajudar no processo – não falo dos “organizados” – e parar de exaltar marginais, que, dentro do ambiente de mediocridade e roubalheira que assola o futebol brasileiro, levantam uma ou outra taça, mas nada contribuem para a evolução de sua agremiação.

Pelo contrário, utilizam-se das conquistas para dar continuidade aos “esquemas”, impedindo a formação de bons jogadores, com resultados reais que somente são expostos após o confronto com escolas mais organizadas do futebol mundial.

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