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A herança trabalhista de Andres Sanches

Quase 60% de todas as ações trabalhistas movidas contra o Corinthians na Justiça de São Paulo são provenientes da recente administração Andres Sanches.

Ou seja, de 2018 para cá.

São 101 casos de 177.

Ou seja, a dívida alvinegra, na casa dos R$ 700 milhões, sem contar mais de R$ 1 bilhão do estádio de Itaquera, é, apesar de terrível, apenas parte de um problema difícil de decifrar na sua totalidade.

O futuro promete ser ainda pior.

Relembraremos outro exemplo de herança maldita.

Em 2014, para livrar cartolas do clube da prisão, indiciados que estavam por crimes de sonegação fiscal e apropriação indébita – que respondem, ainda hoje, em processos que estão ativos na Justiça Criminal – o Corinthians precisou correr para acertar quantia próxima de R$ 100 milhões, parcelando o restante da pendência à perder de vista.

À época, sob condições desfavoráveis, o clube adiantou cotas a receber da Rede Globo e complementou o restante com empréstimos bancários, oriundos do BMG – que não era patrocinador do alvinegro, mas fazia negócios com o departamento de futebol, através do Coimbra/MG.

Não existe, no balanço publicado pelo Corinthians, em 2015, nenhum detalhamento à respeito dessas tomadas de dinheiro, apenas a indicação de que o ano de 2014 terminou com R$ 50 milhões em empréstimos e R$ 150 milhões em tributos parcelados.

Talvez o disfarce do restante esteja no Item ‘Direitos de TV”, indicados como R$ 108 milhões, apesar da cota alvinegra não superar os R$ 30 milhões.

O próximo presidente do Corinthians, além de precisar arcar com as pendências da diretoria anterior, terá que fazê-lo sem o dinheiro das bilheterias (destinadas ao pagamento do estádio) e, em tese, da televisão – a não ser que novo adiantamento ocorra, renovando um ciclo vicioso de dependência do parceiro e condições financeiras desfavoráveis.

Demonstrando que a única preocupação dos cartolas é com o próprio umbigo, o Corinthians tem atrasado todas as parcelas de impostos assumidas nos mais diversos planos concedidos pelo Governo, mas nunca deixou de pagar o acordo judicial sob o qual a cartolagem está indiciada.

A sentença do juiz foi clara em determinar que a extinção da punibilidade dessa gente está atrelada à quitação da dívida.

Os cartolas indiciados são: Andres Sanches, André Negão, Roberto Andrade e Raul Corrêa da Silva.

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