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Com desfaçatez, Paulo Garcia intimida, publicamente, magistrados do Corinthians

Ontem (10), a chapa de candidatos ao Conselho do Corinthians denominada ‘Valores Corinthianos’ realizou uma ‘live’ que teve como convidados o juíz de direito Fabio Soares e o desembargador Miguel Marques e Silva.

Ambos foram protagonistas no epísódio que terminou, ao repúdio de suas vontades, apelidado de ‘pizzaria’ alvinegra.

Dr. Miguel, na condição de presidente da Comissão Eleitoral do Corinthians (no pleito de 2018) assinou relatório indiciando diversos candidatos por compra de votos, juntando, para tal, farta documentação comprobatória (áudios, recibos de depósitos, etc).

O caso parou na Comissão de Ética e Disciplina, arquivado pelo desembargador Ademir Benedito, alinhado politicamente com os acusados.

Por conta disso, o juiz Fábio Soares, também conselheiro, ingressou com recurso no Conselho Deliberativo.

Dias depois, o presidente Antonio Goulart, parceiro de alguns apontados na ação, tornou a ‘passar pano’ aos infratores.

Com Fabio revelando que recorreu, novamente, dessa vez na mesa do Conselho (dando a entender que aguarda resposta), a live seguia morna até que o empresário Paulo Garcia, principal acusado de comprar votos, surpreendendo a todos, enviou a seguinte mensagem:

“Aonde está no Estatuto que você não possa emprestar ou pagar a mensalidade de um sócio?”

A desfaçatez demonstra que o empresário, candidato a presidente do Corinthians, dá pouca importância ao ato indecente, a ponto de afrontar, publicamente, seus acusadores.

Os magistrados, pegos de surpresa, silenciaram por angustiantes segundos.

Quando decidiram falar, pareciam intimidados.

Não responderam a questão formulada, limitando-se a argumentar pela necessidade de julgamento.

Perderam a oportunidade de explicar ao infrator, de maneira didática, o significado de ‘compra de votos’ e a ligação do procedimento com o questionamento deixado no ar.

De maneira constrangedora, os magistrados repetiam frases como “não queremos punir ninguém”, “somos amigos do Paulo”, e outros posicionamentos nesse sentido.

Se a intenção do empresário era a de constranger seus algozes, o resultado foi alcançado, com louvor.

No final, ficou feio para todas as partes.

Pior para os acusadores, porque uma afronta dessas não poderia passar sem a devida resposta.

Coragem, não apenas no papel, mas, principalmente, na política, será fundamental para mudar as coisas no Corinthians.

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