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A imprensa da Liberdade

Por ROBERTO VIEIRA

O JORNALISTA é livre na medida do dono do veículo de comunicação.

Triste, não é?

Triste.

Triste mas dá pra entender, pois jornalista e sua família precisam comer.

Muitos foram, e ainda são, os jornalistas que desafiam a mentira e buscam contar a verdade.

Verdade que é um bem individual.

Pois verdade cada um tem a sua.

Daí a expressão ‘liberdade de imprensa’.

Mas a imprensa nunca foi livre no Brasil nos grandes órgãos de comunicação.

Nunca houve a imprensa da liberdade.

A imprensa é censurada inicialmente em seu lar.

Porque os órgãos de imprensa são concessões aos barões da imprensa.

Pegue duas vozes bonitas.

Dois rostos simpáticos.

E batize como Sérgio e Cid.

Fátima e William.

Gontijo e Eron.

Cruzeiro, Fatos e Fotos ou Manchete.

Última Hora ou Carta Capital.

Pravda ou Paris Match.

Exceções?

Óbvio.

Genetons e Leites habitaram o planeta.

Mas hoje seriam aves tão raras.

Que seriam notícia no New York Times.

Portanto!

Viva as REDES SOCIAIS!

As mensagens e comunidades.

Tão perigosos que Chatô já estaria disparando em massa no Whatsapp.

No Facebook.

Num Repórter Esso da internet.

Simples.

Toda notícia carece de conhecermos duas coisas.

Sua ideologia e etiologia.

Nós lemos e acreditamos muito mais naquilo em que acreditamos.

Mas nunca duvide da capacidade de manipulação de nenhuma notícia.

Porque a liberdade de um condor.

Repousou em Tobias Barreto e Castro Alves.

Numa terra de hipérboles, metáforas e apostrofes que já não existe mais…

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