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O medo de Caio Ribeiro

Durante a semana, Raí, gestor de futebol do São Paulo, pediu a renúncia de Jair Bolsonaro, diante do descalabro de um governo genocida.

Honrou o DNA.

Encontrou, porém, um inusitado crítico, o comentarista esportivo Caio Ribeiro, conhecido por quase nunca criticar:

“Eu não gostei do discurso do Raí. Ele falou muito pouco de esporte e muito sobre política. Por mais que ele diga que é a opinião pessoal dele, hoje ele é o homem forte do São Paulo. E as declarações e opiniões que ele dá respingam na instituição. Então, ele tem que falar de esporte. Quando ele fala de renúncia, hospitais públicas, tudo isso, me parece que ele tem uma conotação política em relação a preferências”

A frase “Então, ele (Raí) tem que falar de esporte” é esclarecedora.

Limitar o pensamento e a capacidade de expressão de quem quer que seja beira a ditadura.

O quadro agrava-se quando sugerido por um comunicador.

Num momento como o atual, em que o Brasil sucumbe, literalmente, aos ímpetos deploráveis de uma família miliciana, a não manifestação de quem possuí amplo espaço para fazê-lo é sinal de covardia e alinhamento.

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