Flamengo tem razão em não concordar com Brasileirão dos incompetentes

Surgiu, há alguns dias, na cabeça dos iluminados cartolas de nossos clubes, a ideia de realizar um Campeonato Brasileiro com sede única, em São Paulo.
O regulamento, conforme adiantou Flavio Ricco em sua coluna no UOL, seria uma espécie de mescla de turno único em dois grupos com matas-matas nas fases finais.
Evidentemente, um retrocesso.
Mais do que isso, balão de ensaio para que se enterre, por aqui, o sistema de pontos corridos, sempre abominado pelos que não possuem bons elencos ou competência administrativa.
Não à toa, o clube solitário a discordar da possibilidade de mudança foi o Flamengo, única equipe brasileira favorita à conquista do Brasileiro, desde que disputado como nos anos anteriores.
Os demais sonham com o acaso para iludir seus torcedores.
“Ah! Mas é uma solução emergencial por conta do coronavírus”, argumentará o leitor que acredita sempre em versões oficiais.
O caminho decente, diante desse quadro, seria outro, mas a CBF finge não entender: mudar o calendário e adequá-lo, assim como ocorre na Europa e na Argentina, às datas FIFA, suprimindo, temporariamente, os demais torneios, absolutamente desimportantes, como Estaduais e Copas do Brasil, que, há anos, servem de muleta aos menos capazes.
Passada a pandemia, volta-se com a Copa (por questões financeiras) e enterre-se, de uma vez por todas, os torneios geridos pelo curral eleitoral da Casa Bandida do Futebol.

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