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O reconhecimento de Tostão a João Saldanha

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

Reconhecimento

O Brasil, na Copa de 1970, fez um planejamento técnico, tático e físico excepcional, revolucionário para a época. Começou nas eliminatórias, em 1969. Ficamos 21 dias em Bogotá, na altitude, antes de estrear contra a Colômbia. Nesse período, vi, pela TV, no hotel, o homem pisar na lua pela primeira vez. O tempo de 21 dias é o ideal para se adaptar à altitude, para aumentar a produção de hemoglobina, que vai carregar o oxigênio até as células. Em 1970, antes da Copa, ficamos também 21 dias em Guanajuato, bela, histórica e alta cidade mexicana.

Toda a programação, desde as eliminatórias, foi feita por um grupo de especialistas, comandada pelo professor Lamartine Pereira da Costa, oficial da Marinha brasileira, que já tinha realizado a programação da seleção brasileira de vôlei na Olimpíada de 1968, também no México. Era a época da ditadura. Ele foi escolhido pelo esquerdista e comunista João Saldanha somente por causa da competência técnica.

Naquele período, não havia a radicalização de hoje, em que as pessoas pensam e agem apenas de acordo com o lado do qual fazem parte.

Zagallo e Parreira nunca reconheceram a importância de Saldanha na preparação do time brasileiro.

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