O que sobrará ao Corinthians da venda de Pedrinho?

No desespero por conta de dívidas diversas, o Corinthians abriu mão da multa contratual de R$ 187 milhões e aceitou vender o meia Pedrinho, ao Benfica, por R$ 105 milhões.
R$ 82 milhões a menos.
Existe forte ligação comercial entre o clube português e o agente Kia Joorachian, sócio do presidente alvinegro Andres Sanches.
Talvez esse elo justifique não apenas esse ‘desconto’, mas também outros dados que cercam a transação.
Em fevereiro de 2017, logo após Pedrinho estourar na Copa São Paulo de Juniores, o Corinthians cedeu 30% dos direitos do atleta a Kia Joorabchian, negociados pelo preposto Giuliano Bertolucci, mas, oficialmente, colocados em nome do inexpressivo intermediário Will Dantas, que passou a atuar como gestor do ‘produto’ para a ‘chefia’.
Pouco mais de um ano depois, o Corinthians, já sob a gestão Andres Sanches, tomou empréstimos com agentes diversos, dando em garantia recebíveis em transação futura de Pedrinho.
O dinheiro teria sido utilizado para quitar salários atrasados de jogadores:
Corinthians pede empréstimo a empresários e autoriza negociação de Pedrinho em garantia
O valor total, estimado, é de R$ 30 milhões.
Se não houver outras ‘surpresas’ pelo caminho, somente com esses ‘descontos’, dos R$ 105 milhões a receber por Pedrinho, o clube terá que subtrair:
- R$ 31,5 milhões (30% de Kia/Bertolucci em nome de Will Dantas)
- R$ 30 milhões (empréstimo – sem contar juros)
- R$ 10,5 milhões (10% de comissão – se for, apenas, 10%)
- R$ 13 milhões (compra de 50% de Yony Gonzales, atrelada à negociação de Pedrinho)
- R$ 1,3 milhão (10% comissão sobre Yony – se forem apenas 10%)
O saldo final, que permaneceria nos caixas alvinegros, é de R$ 18,7 milhões.
Ou seja, R$ 86,3 milhões se perderão pelo caminho.
Pelo que se observa, trata-se de um negócio a ser comemorado bem mais pelos intermediários do que, propriamente, pelos donos anteriores da mercadoria.
