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Até quando a imprensa servirá de coadjuvante para o Show de Bolsonaro?

O presidente da República, Jair Bolsonaro, ultrapassou todos os limites de civilidade e decoro, exigidos pelo cargo que ocupa, ao insultar, em rede nacional, a jornalista Patrícia Campos Mello, a quem teme, pelo exemplar trabalho, mais do que a qualquer oposicionista.

As verdades, descobertas pela repórter, e as reações a elas podem derrubá-lo.

Tivéssemos um Congresso mais interessado no país do que no próprio umbigo e um processo de impeachment, muito bem fundamentado, já estaria em curso neste momento.

Estranha, porém, é a conivência pouco inteligente dos jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto, alguns, a bem da verdade, seguindo ordens de suas redações, para que Bolsonaro, ainda impunemente, consiga alegrar sua claque – os que ficam ao redor dele nas entrevistas e aqueles que defendem-no nas redes anti-sociais – a custa de indecências, imoralidades, indecoros e demais imundices proferidas de suas boca e mente, ambas forjadas em décadas de convívio com o baixo-clero da política nacional e nos churrascos com sua seleta vizinhança.

É inaceitável que, em vez de perguntas, durante o ataque do presidente a Patrícia, nenhum colega de profissão tenha retrucado como deveria, no mínimo, exigindo respeito à profissional e à mulher, alvo predileto dessa gente incapaz de sobrepor-se a preconceitos.

Eu, certamente, o faria, reprimindo, por civilidade e para não descer ao nível, reação mais instintiva.

Há tempos, por razões óbvias, não se faz mais necessário a presença da imprensa no cercadinho utilizado por Bolsonaro como palanque.

O presidente nunca responde as questões, objetivo principal da referida apuração jornalística.

Basta assistir as ‘lives’ de Bolsonaro e publicá-la em ‘aspas’, porque os gracejos e pronunciamentos serão idênticos aos colhidos no ‘palco’ das hienas, evitando, ainda, constrangimentos desnecessários.

As perguntas mais sérias, em vez de feitas com microfone e câmera ligados, podem ser enviadas por escrito, e, se respondidas, reveladas ao público, posteriormente.

Nenhum colega deixaria de exercer a obrigação.

O que não pode é, ainda que involuntariamente, participar do programa do Bozo como se fossem ‘Papai Papudo’ ou ‘Vovó Mafalda’, ou seja, meros coadjuvantes de um ‘programa’ feito para divertir um público específico, que não é o que almeja pela realidade dos fatos.

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2 comentários em “Até quando a imprensa servirá de coadjuvante para o Show de Bolsonaro?”

  1. Eu não quero que ele saia não, os “patriotas” que votaram nele ( principalmente aqueles que tem um corolla ou um civic 2016, 2017, financiado e acha que é rico) tem que aguentar muita coisa ainda( para pior). Fica bolsonaro, fode esses caras que votaram em você mesmo ( inclusive a imprensa que te colocou na presidência), porque convenhamos o bolsonaro como deputado nunca escondeu quem ele era. Esse lorde inglês.

  2. Totalmente de acordo com o texto; o fato de termos tido governos ridículos no passado não justifica o quão patético esse aí é. Baixíssimo nível intelectual e gerencial, do chefe, dos filhotes e da maioria dos ministros.

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